InícioMomento Histórico30 Estádios construídos no Brasil nos anos 1970.

30 Estádios construídos no Brasil nos anos 1970.

Estádios construídos no Brasil.

Em 2014 o Brasil sediou a 20ª. Copa do Mundo, e nos dois anos anteriores pelo menos 12 estádios pelo país haviam sido construídos ou reconstruídos por total, e também reformados.
Atualmente todos eles estão sendo utilizados, alguns de propriedades de grandes clubes como Corinthians, Atlético-PR e Internacional, e outros como Estádios de capitais de Estados, em que seus próprios clubes utilizam. Nestes casos é muito evidente o prejuízo que apresentam, pois a presença de público é muito pequena, e até mesmo quando alguns times de outros Estados jogam por lá, o público é apenas um pouco melhor.

Mas, a história da construção de estádios no país data de outras épocas. Dos mais antigos como as Laranjeiras que recebeu o 1º. Jogo da seleção brasileira e de São Januário até hoje utilizado, como outros em alguns estados, muitos antigos.

Nossa pesquisa aqui foi buscar os estádios construídos ao longo dos anos 1970. E quem pensa que foram poucos se engana em muito. Numa relação apenas razoável, vamos relacionar 30 (trinta, isso mesmo) estádios construídos entre 1969 e 1982. E algumas curiosidades chamam atenção.

Os Anos 1970 no Brasil.
O Brasil vivia a euforia de anos do “milagre econômico” em que o país estava tendo um grande desenvolvimento sócio-econômico. O Brasil era tricampeão do mundo no futebol (FOTO POST: Estádio Asteca, México). As décadas de campeonatos estaduais seguiam com grande importância nas rivalidades. Desde 1950 era disputado o Torneio Rio-São Paulo, transformando em Roberto Gomes Pedrosa e já a partir de 1971 como Campeonato Brasileiro.
E foi esta competição ao se expandir, em grande parte pelas ações políticas numa época de Regime Militar (desde 1964), que fazia aumentar o ingresso de clubes de vários Estados, no campeonato brasileiro.

Assim, pelas regiões do nosso Brasil, as construções foram surgindo, em quase todos os Estados. Nas Regiões Nordeste e Norte, entre 1969 e 1982 foram 13 inaugurações. Começando com o Lourival Batista (1) em Aracaju-SE com capacidade estimada de 33.000 e que teve o recorde de público de 32.000 ainda em 1969. Lá passaram a jogar os rivais Sergipe e Confiança, o maior clássico do futebol sergipano. Em 2019 o estádio completará seu cinquentenário.
Mais distante lá no Norte, em São Luis-MA, era inaugurado em 1982, o Presidente João Castelo (2), com capacidade estimada de 40.000 pessoas (anos atrás falava-se em 60.000), mas que teve recorde de 98.720 no jogo Sampaio Corrêa 1×5 Santos em 1998. Anteriormente, o trio Sampaio Corrêa, Moto Clube e Maranhão jogavam no Nhozinho Santos inaugurado em 1957 (de lá pra cá também ainda fazem partidas neste estádio).

Estádio remodelados/reconstruídos em 2012.
Percorrendo de Alagoas até Manaus, 3 Estádios foram reformados e até reconstruídos para a Copa de 2014: em 1970 inaugurava-se o Vivaldo Lima (3) em Manaus, com capacidade para 43.000 e público recorde de 56.950 em 1980 – demolido em 2010 foi reconstruído como Arena da Amazônia para 44.300 pessoas; em 1972 em Natal surgia o João Machado (4) – Machadão – para 42.000 pessoas e recorde no mesmo ano com 56.320 em confronto entre ABC 0x2 Santos pelo campeonato brasileiro. Neste estádio passavam a ser realizados os clássicos entre América x ABC. Também times cariocas jogam partidas tanto do Campeonato Carioca quanto do Campeonato Brasileiro. Em 2011 foi demolido para a construção da Arena das Dunas com capacidade para 31.300 pessoas e recorde em 2014, na Copa do Mundo, no jogo Gana 1×2 Estados Unidos com 39.560 pessoas;
Em 1973, em Fortaleza, inaugurava-se o Estádio Governador Plácido Castelo (5), há época com capacidade estimada em 80.000 pessoas e que passava a receber os clássicos entre Ceará, Fortaleza e Ferroviário. O recorde de público ocorreria em 1980, com 118.496 pessoas no jogo amistoso Brasil 1×0 Uruguai. Foi totalmente remodelado em 2012 para a Copa de 2014, em padrões da FIFA, com 60.300 de capacidade. Antes da inauguração na capital cearense, em 1970 inaugurava-se na cidade de Juazeiro do Norte, o Estádio Mauro Sampaio (6)– que seria conhecido como Romeirão – numa época em que o Icasa e o Guarani ainda eram clubes amadores. Sua capacidade era para 10.000 pessoas, mas o recorde teria sido em torno de 24.000 no confronto entre combinado Icasa-Guarani contra o Fluminense em 1977. Também momentos históricos teve o Estádio, como a presença de Garrincha jogando pelo Olaria, Pelé em amistoso do Santos e até uma partida entre Corinthians e Vasco, com a presença de Roberto Dinamite pela equipe carioca e Sócrates, sua última partida pelo time paulista antes de ir para a Fiorentina.

Mais 7 Estádios
Mais outros 7 Estádios foram inaugurados no Nordeste-Norte. Pela ordem cronológica, em 1970 em Maceió, surgia o Estádio Rei Pelé (7), que seria o palco do clássico CSA x CRB desde então. A partida inaugural foi entre a Seleção Alagoana e o Santos com o público presente de 42.300 pessoas. Atualmente, a capacidade gira em torno de até 18.000 pessoas. Dois anos depois, em junho de 1972, em Recife, era inaugurado o Estádio José do Rego Maciel que ficaria conhecido como Estádio do Arruda (8) ou mais pomposo Mundão do Arruda, pelo seu tamanho e por ter capacidade para 60.000 pessoas. Pertencente ao Santa Cruz, este inaugurou o Estádio em confronto contra o Flamengo. O recorde de público aconteceria em 1993, no conhecido jogo da Seleção Brasileira contra a Bolívia, em meio as Eliminatórias, quando a seleção não estava bem, e os jogadores entraram em campo rodeando a bandeira brasileira, marco que continuou e que também representou a conquista do tetracampeonato mundial em 1994 nos Estados Unidos. Seus rivais, Náutico (utilizava o Estádio dos Aflitos desde 1939 até passar a jogar na Arena Pernambuco, construído para a Copa de 2014) e o Sport (utiliza o Estádio da Ilha do Retiro, desde 1937) tem seus estádios, com menores capacidades.

Em 1973 mais dois Estádios surgem no Nordeste, no interior da Bahia, na cidade de Itabuna, o Luís Viana (9), inaugurado com o confronto entre Itabuna 2×2 Vitória e com recorde de público no clássico carioca Flamengo 2×1 Vasco em 1977 com 28.213 pessoas. A capacidade atualmente fica em torno de até 12.000 pessoas. Menos de dois meses depois, na capital do Piauí, em Teresina, um dos maiores estádios da região, o Alberto Silva (10) com capacidade há época de 60.000 e foi em 1983 no jogo Tiradentes-PI 1×3 Flamengo que registrou-se o público recorde de 60.271 pessoas. Atualmente está limitado a cerca de 52.000 pessoas, ainda muito bom para os padrões do futebol piauiense. Neste estádio passou então a ser disputado o maior clássico local entre River x Flamengo, assim como partidas do Piauí e Tiradentes. Estes clubes também sempre tiveram a opção de jogar no Estádio Lindolfo Monteiro que comporta em torno de 10.000 pessoas mas que já teve recorde de 28.000 pessoas em décadas passadas. No Albertão, o maior público recente ocorreu na decisão da 4ª. divisão do Brasileiro em 2015, quando o River recebeu o Botafogo-SP na 1ª. partida da decisão, com cerca de 42.000 pessoas.

Em 1975, presenciávamos a inauguração de dois Estádios, no mesmo Estado, com intervalo de 24 horas, quando num sábado, inaugurava-se o Estádio Governador Ernani Sátyro (11) – Amigão, em Campina Grande-PB, com o confronto Campinense-PB 0x0 Botafogo-RJ e no domingo, na capital João Pessoa-PB, o Estádio José Américo Filho (12) – Almeidão, o mesmo Botafogo-RJ (2×0) enfrentava o Botafogo-PB na inauguração.
No Amigão, que tem sempre como principal confronto o clássico local entre Campinense x Treze, o recorde foi em 1982 com Treze 1×3 Flamengo pelo campeonato brasileiro, com 42.149 pessoas e no Almeidão, onde temos o clássico da capital Botafogo x Auto Esporte como destaque, o recorde foi com confronto local, Botafogo-PB 2×0 Campinense-PB em 1998 com 44.268 pessoas.

E fechando os 13 Estádios do Nordeste –Norte, em 1978, na capital Belém, do Estado do Pará, inaugurava-se o Estádio Alacid Nunes (13), o Mangueirão, que tem como nome oficial atualmente de Estádio Estadual Jornalista Edgar Augusto Proença, e também chamado de Estádio Olímpico do Pará. Sua inauguração extra-oficial ocorreu há 40 anos, em 20/2/1978, com o jogo Remo 2×0 Operário-CG-MT pelo campeonato brasileiro de 1977, e oficial em 4/3/1978 com a Seleção Paraense vencendo ao Uruguai por 4×0. Sua capacidade é de 45.000 pessoas e sempre tem bons públicos, propiciado pelas grandes torcidas que tem Remo e Paysandu, os principais clubes do Estado. Considera-se com recorde de público o clássico entre eles de 1999, com 65.000 pessoas.

Região Centro-Oeste
Descendo para o centro do país, mais 8 estádios foram inaugurados entre 1971 e 1978. Na cidade de Campo Grande-MS antes de ser a capital do Mato Grosso do Sul, em 1971, surgia o Estádio Pedro Pedrossian (14), que passava a receber o clássico Operário-CG x Comercial-CG ainda quando disputavam o campeonato mato-grossense (único). Para 44.000 pessoas atualmente, teve a inauguração ocorrida com o confronto Flamengo 3×1 Corinthians em 7/3/71 e o recorde de público em 23/2/78 com Operário-CG 2×0 Palmeiras (38.122 pessoas). No próprio Mato Grosso, em 1976 inaugurava-se o Estádio José Fragelli (15) – o Verdão, com capacidade para 55.000 pessoas e que teve seu recorde ocorrido em 1980 com o clássico Mixto x Dom Bosco, e a presença de 49.324 pessoas. Também disputavam-se outros clássicos locais contra o Operário-VG. A seleção também realizou partidas neste palco contra a Suíça, Equador, Finlândia e Islândia, esta última em 2002. Em 2009 o Estádio encontrava-se quase que sem condições de uso. Em 2010 era demolido para o novo projeto da Arena Pantanal, estádio que seria utilizado na Copa do Mundo de 2014.

Passando para o Estado de Goiás, em 1975, a inauguração do Estádio Serra Dourada (16) daria outras perspectivas para o futebol goiano, principalmente para o crescimento de Goiás e Vila Nova, ainda superados há época por Atlético e Goiânia, mais tradicionais. Sua capacidade girava em torno de 50.000 pessoas, porém seu recorde chegou aos 79.610 pessoas, em 1975, com a partida Seleção Goiana 2×1 Seleção Portuguesa. Um dos jogos mais históricos que aconteceu neste estádio foi em 1981, pela Taça Libertadores, uma partida desempate, entre Flamengo x Atlético-MG, diante de 76.501 pessoas, mas que não terminaria em função da grande confusão e expulsões ocorridas ainda no 1º.tempo de partida. No ano seguinte, na cidade de Itumbiara, inaugurava-se o Estádio Juscelino Kubitschek (17) – em homenagem ao ex-presidente do Brasil morto em acidente em agosto de 1976. O Itumbiara, clube local, nunca foi tão grande no futebol goiano (conquistou seu único título estadual em 2008), mas o Estádio teve seu recorde de público em 1977 no confronto Itumbiara 0x0 Vasco com 27.795 pessoas. Sua capacidade atual gira em torno de 15.000 pessoas.

E agora entrando pelo Distrito Federal, em 4 anos foram 4 Estádios: em 1974, o Mané Garrincha (18) para 45.000 pessoas com a partida inaugural de CEUB-DF 1×2 Corinthians que serviu de palco para jogos do campeonato brasiliense geralmente mandado pelo Brasília, campeão seguidamente nos anos 1980. Considerada uma reforma, o Estádio foi totalmente reformado para a Copa de 2014, quando recebeu o confronto Camarões 1×4 Brasil e público recorde de 69.112 pessoas. É atualmente o 2º. maior Estádio do Brasil, atrás apenas do Maracanã, e um dos maiores da América do Sul. Diversas partidas do campeonato local são disputadas neste palco, sempre com públicos muito pequenos. Alguns times de outros estados, como o Flamengo, também costuma realizar jogos. O Estádio também é chamado de Estádio Nacional de Brasília. Em 1975, na cidade satélite de Sobradinho, surgia o Augustinho Lima (19) com capacidade para 15.000 pessoas e recebe os jogos do Sobradinho (clube que participou da 1ª.divisão do Brasileiro em 1986). Em outra cidade satélite, no Gama, o Estádio Walmir Campelo (20), o Bezerrão, para 20.300 pessoas, local das partidas do Gama. O recorde de público aconteceu em 2008, na partida amistosa entre Brasil 6×2 Portugal, com 19.157 pessoas.
E também na cidade de Taguatinga, em 1978, surgia o Estádio Elmo Serejo Farias (21) – Serejão, que durante muitos anos foi local dos jogos do Taguatinga (clube com títulos brasilienses e com participações na 1ª.divisão do brasileiro), atualmente desativado, e então o Estádio utilizado desde 2000 pelo Brasiliense, que tem sede na mesma cidade. Sua capacidade é em torno de 27.000 pessoas e o recorde foi de 34.228 com Brasiliense 1×2 Gama em 2001.

Região Sudeste-Sul.
E para chegarmos aos 30 Estádios inaugurados no Brasil nos anos 1970, mais 8 deles surgiram nas cidades de São Paulo, Limeira, Volta Redonda, Uberaba, Maringá, Londrina e Caxias do Sul.

A história do Estádio do Canindé começa em 1944 quando o local é adquirido pela Portuguesa de Desportos, e somente em 1956 é que ele torna-se um Estádio para uso segundo as determinações da Federação. Sua inauguração oficial ocorre em 1972, com o nome de Estádio Independência com a partida Port.Desportos 1×3 Benfica, com sua capacidade em 10.000 pessoas. Em 1979 o estádio é rebatizado para Osvaldo Teixeira Duarte, mas ao longo da história quase sempre foi conhecido como Estádio do Canindé (22).
Percorrendo de São Paulo 150 km chegamos em Limeira, onde em 1913 era fundada a Associação Atlética Inter Limeira, mas somente em 1977 seria inaugurado o Estádio José Levy Sobrinho (23). A Inter seria até campeão paulista em 1986, com os dois jogos contra o Palmeiras, no Morumbi. O recorde de público teria ocorrido somente em 2005, quando 44.000 pessoas estiveram presentes no confronto contra o Corinthians, num Estádio que considera-se como capacidade, cerca de 20.000 pessoas. Realmente, acaba por ser surpreendente estes números.

Do Estado de São Paulo vamos para o Sul do Estado do Rio, na cidade de Volta Redonda, que desde os anos 1940 tinha como clubes, o Comercial e o Guarani, este mais atuante nas competições amadoras na cidade. Em 1951, por intermédio do General Raulino de Oliveira, presidente da CSN, este através da Companhia, financia a construção de um Estádio na cidade, que levaria seu nome. O Guarani então passa a utilizá-lo e adere também o profissionalismo. Outro clube na cidade é o Flamengo, e em 1976 se fundem para o surgimento do Volta Redonda, este sim profissional entraria para as competições do futebol no Estado. E então em 1976, o Estádio é reinaugurado para uma capacidade para 18.000 pessoas. Seria remodelado e expandido em 2004. Nos últimos anos tem sido utilizado pelos times grandes do Rio de Janeiro (Flamengo e Fluminense principalmente) em função de situações de reforma do Maracanã. Atualmente conhecido como Estádio da Cidadania (24).

Daí indo para Minas Gerais, na cidade de Uberaba, em 1972 era inaugurado o Estádio João Guido (25), que seria utilizado pelo Uberaba e pelo Nacional, estimada capacidade para 45.000 pessoas e seria coberto. Porém foi inaugurado para cerca de 21.000 pessoas, de forma mais simples. O recorde de público aconteceu em 1976 com Uberaba 2×4 Cruzeiro, para 32.700 pessoas presentes na partida. Na cidade próxima Uberlândia, também, já em 1982, era construído um grande Estádio, o Parque do Sabiá (26), atualmente com capacidade para 53.300 pessoas mas que logo em sua inauguração com o jogo Brasil 7×0 Eire, presenciava-se 72.733 pessoas. O Uberlândia passou a utilizar o estádio, deixando o mais antigo Juca Ribeiro em segundo plano.

No norte do Paraná, duas cidades distam 100 km e tornaram-se rivais pelo futebol. E no 2º.semestre de 1976, assistiram a duas inaugurações, a primeira em 22/8 em Londrina quando o Estádio do Café (27) passaria a ser a casa do Londrina, clube local que estaria participando do campeonato brasileiro pela primeira vez. E na partida inaugural jogaram Londrina 1×1 Flamengo. Pouco mais de 1 ano e meio ele seria o palco de grandes jogos com a excepcional campanha do time londrinense no campeonato brasileiro de 1977, quando receberia clubes como Vasco, Flamengo e Corinthians (recorde de público com 54.178 pessoas, e ainda a semifinal contra o Atlético-MG. A capacidade atualmente gira em torno de 30.000 pessoas.
Na cidade de Maringá, já em 1957, surgia o Estádio Willie Davids (28), anos depois sendo administrado e de patrimônio do Município. No início dos anos 1970, com a participação do Arquiteto Jaime Lemer (que era Prefeito de Curitiba e também chegou ao cargo de Governador do Estado), o Estádio foi remodelado e então re-inaugurado em 12 de outubro de 1976. O Grêmio Maringá era seu protagonista e foi campeão paranaense em 1977 utilizando para mandar seus jogos, e também nas participações do campeonato brasileiro em 1977 e 1978. Sua capacidade está estimada em 21.000 pessoas.
A rivalidade entre Londrina e Grêmio Maringá nunca esteve tão bem disputada em dois bons Estádios em suas cidades e que seriam o palco da histórica decisão do estadual de 1981.

Vamos mais ao sul do país, na cidade de Caxias do Sul para outros dois Estádios, em 23/3/1975, ainda com a fusão entre Juventude e Flamengo que formara a Associação Caxias de Futebol, era inaugurado o Estádio Alfredo Jaconi (29), com a capacidade estimada em 27.300 pessoas. Com a dissolvição da fusão, o Juventude seguiu como proprietário e somente em 1994, aconteceria um público recorde estimado de 33.000 pessoas em confronto do Juventude x Americano na semifinal do campeonato brasileiro da série B, que levaria o Juventude para a 1ª.divisão no ano seguinte.
Após a separação (a fusão durou entre 1971 e 1975), o Flamengo tornava-se Sociedade Esportiva e Recreativa Caxias do Sul, e a construção do Estádio Centenário (30) tinha como objetivo de colocar o novo clube no campeonato brasileiro, que nesta época “acumulava participantes a cada ano”, e em setembro de 1976, com capacidade para 22.000 pessoas estava inaugurado mais um Estádio na cidade. Desde então nascia o clássico CA-JU, cada um com seu Estádio, uma rivalidade que já ultrapassa quatro décadas.

Então, é fácil afirmar que os 12 estádios para a Copa de 2014 não foram tão abrangentes em termos de quantidade, provavelmente em termos de custo de mais de R$ 8.333.000.000,00 bilhões de reais (escrevemos assim para ver todos as casas decimais – informação oficial do Governo) e as consequências de denúncias de utilização totalmente equivocada dos recursos. Durante a copa estiveram lotados e posteriormente por algum tempo, mas atualmente alguns com muitos jogos locais e pouco público.

Nos anos 1970, a construção de estádios não objetivava um grande evento, e quase sua totalidade foi em parte pelos interesses de pleitear vagas aos clubes das cidades, no campeonato brasileiro. De outra forma também, a construção de estádios pelo país contribuía por expansão do futebol naquelas regiões. Por muitos anos, estes estádios estiveram cheios e ajudaram no desenvolvimento do futebol local. Muitos deles hoje, com certeza precisariam rever parâmetros de acessibilidade, conforto e segurança.
Mas aí, iriamos trilhar por tantas outras necessidades e deficiências do nosso futebol.

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