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Clubes importantes nos Estaduais tentando se recuperar.

Clubes importantes nos Estaduais tentando se recuperar.
Ao longo da história dos campeonatos estaduais, quase sempre em determinadas épocas alguns clubes se destacam tanto por sua continuada participação, seja por conquistas, ou por quase chegarem ao topo.
Mas, dificuldades administrativas, econômicas e outras razões, colocam estes clubes fora de disputa ou em outras divisões, e não por alguns anos, mas décadas.
Neste ano de 2018, alguns deles conseguiram retornar e alcançar títulos, subir de divisão ou apenas retornar ao futebol.

1 – AQUELES QUE ESTÃO SE RECUPERANDO

TUPYNAMBÁS-MG – o centenário clube de Juiz de Fora, em 2 anos, retornou ao futebol profissional em 2016 conquistando a 3ª.divisão estadual, ficando entre os 6 primeiros na 2ª.divisão de 2017, e este ano com o vice da segundona, o acesso para a 1ª.divisão, que não disputava desde 1970. Se encontrará com o rival da cidade, o Tupi, o que mais tem disputado a 1ª.divisão na história do campeonato mineiro. O outro time da cidade, o Sport, disputou a 1ª.divisão em 1988, pela última vez. Atualmente está desativado com o time profissional.

TAGUATINGA-DF – foi campeão do Distrito Federal por 5 vezes entre 1981 e 1993. Sua última participação havia acontecido em 1999. O surgimento do Brasiliense em 2000 deixou o Taguatinga mais afastado ainda. Alguns clubes ao longo dos anos, como Colombo, Demabra, Desportiva Bandeirante e Comercial deram origem ao Atlético Taguatinga em 2015, que chegou até disputar a 1ª.divisão em 2016 e 2017. Agora em 2018, o antigo Taguatinga Esporte Clube ressurge numa fusão com o Atlético Taguatinga. O vicecampeonato na 2ª.divisão garantiu seu retorno à 1ª.divisão depois de 20 anos.

GOIÂNIA-GO – Foram 11 anos seguidos na 2ª.divisão, e este ano o Goiânia que foi o maior campeão goiano entre 1944 e 1996 (quando o Goiás igualava em 14 conquistas) conseguiu seu acesso, que aconteceu de forma até diferente, pois subiram 4 clubes depois de disputa única de grupos. Em 2017, tinha chegado perto, quando na 2ª.partida da semifinal foi derrotado quando jogava pelo empate.

2 – AQUELES QUE ENFRENTAM DIFICULDADES

SÃO CRISTÓVÃO-RJ – Campeão carioca em 1926, o São Cristóvão até o final dos anos 1970 participava seguidamente do campeonato carioca, jogando contra os grandes da capital. Desde 1995, tem participado das divisões inferiores, inclusive tendo sido o 1º.campeão carioca a disputar a 3ª.divisão, em 2013 e 2014. Ano passado, na 2ª.divisão foi rebaixado novamente e agora em 2018, fez campanha apenas regular. Notícias na mídia até creditam a possibilidade de não participar em 2019, pelas dificuldades financeiras. Isso levará o time para a 4ª.divisão.

CAMPO GRANDE-RJ – outro clube carioca com muitas participações na 1ª.divisão entre 1962 e 1995, também tem sofrido nas divisões inferiores. O clube chegou até conquistar a Taça de Prata (equivalente a 2ª.divisão nacional) em 1982, e também participou da 1ª.divisão nacional em 1979 e 1983. Em 2003 o clube caia para a 3ª.divisão pela primeira vez. Somente em 2009 retornou à 2ª.divisão por um ano somente. Não ter participado da 3ª.divisão em 2015, levou o clube em 2017 para a recém criada 4ª.divisão, onde esteve também em 2018, por uma derrota nos pênaltis, já nas semifinais, impediu o retorno para a 3ª.divisão.

PAULISTA-SP – campeão da Copa do Brasil de 2005 na decisão contra o Fluminense, estava há época na 2ª.divisão nacional e no campeonato paulista seguiu até 2014, quando começou os rebaixamentos, até a 4ª.divisão agora em 2018. Chegou até a fase final com dois grupos de 4 times, mas foi eliminado. Permanecerá no próximo ano.

SÃO JOSÉ-SP – vice-campeão paulista e da 2ª.divisão nacional em 1989, no final dos anos 1990 o clube cai para a Série A2 em 2000, onde ficaria por praticamente 15 anos. Mas em 2015 estaria na Série A3, caindo novamente em 2017 para a 4ª.divisão estadual. Ao chegar nas semifinais garantiu o retorno para a Série A3 em 2019.

VALERIODOCE-MG – de 1959 a 2000, e depois somente em 2004 e 2005, o clube sempre esteve na 1ª.divisão do campeonato mineiro. No final dos anos 1970 e início dos anos 1980 esteve sempre disputando com os grandes fases dos campeonatos. Em 2005, rebaixado para a 2ª.divisão, ficaria por 5 anos tentando retornar. Mas em 2011 o pior acontece, indo para a 3ª.divisão mineira. Se não bastasse, em 2017 o clube não participaria de nenhuma divisão, retornando agora em 2018 com campanha muito boa, chegando as semifinais, mas não garantindo-se na decisão.

ICASA-CE – sobre este Icasa, é o clube de 2002, a Associação Desportiva, que substituiu o Icasa Esporte Clube fundado em 1963 e que dividiu o título estadual de 1992 com Ceará, Fortaleza e Tiradentes. O atual Icasa disputou a 1ª.divisão estadual de 2004 a 2009 e depois de 2011 a 2016, no mesmo período em que chegou a 2ª.divisão do brasileiro por 5 anos, entre 2010 e 2014. Nos últimos anos, fracassou no estadual estando na 2ª.divisão, e no campeonato brasileiro quando cairia para a 3ª. e 4ª.divisão já em 2016. Não teve sucesso este ano na 2ª.divisão do campeonato cearense, ficando nas semifinais quando enfrentou o Barbalha.

CARLOS RENAUX-SC – retornando este ano ao futebol profissional, pois em 1985 entrou num processo de dificuldades financeiras e até uma fusão com o rival Paysandu aconteceria em 1987 criando o Brusque – talvez fosse o retorno mais interessante de clubes tradicionais. Na 3ª.divisão catarinense, o clube chegaria as semifinais contra o Itajaí, mas pelo melhor campanha do adversário, dois empates e mais prorrogação não foram suficientes para chegar a final e consequentemente ir para a 2ª.divisão.

TUNA LUSO-PA – sofre há uma década no futebol paraense. Depois de ter decidido o estadual de 2007 contra o Remo, o clube ficaria nas fases classificatórias do estadual, e mesmo tendo conseguido estar nos turnos do campeonato em 2012 e 2013, o clube cai para a 2ª.divisão a partir de 2014, onde tem estado. Este ano, chegou as quartas de finais, mas foi eliminado nos pênaltis contra o Tapajós.

ALECRIM-RN – depois de várias décadas junto disputando o campeonato potiguar em sua principal e conquistando alguns títulos, o clube foi rebaixado em 2017, quando ficou na última colocação dentre 8 participantes. Em 2018, fazia boa campanha, na fase de grupos e nas semifinais, indo para a decisão contra o Palmeira. Ao levar um gol nos últimos minutos, sacramentou de forma dolorosa sua permanência na 2ª.divisão estadual em 2019.

3 – AQUELES QUE ESTÃO AFASTADOS

TIRADENTES-PI – Possui 5 títulos estaduais, e foi o primeiro clube piauiense a participar por alguns anos da 1ª.divisão do campeonato brasileiro, nos anos 1970, época em que também foi construído o Estádio Alberto Silva, e grandes públicos aconteciam nos confrontos contra os grandes do país. Sua última participação nesta divisão aconteceu em 1983 com o estádio cheio em confrontos contra Palmeiras e Flamengo. Foi campeão estadual em 1990 e em 1995 sua última participação no estadual. Em 2003 ainda disputou a 2ª.divisão piauiense, sua última participação. Está desativado.

CATUENSE-BA – fundado em 1981, se tornaria uma “pedra no sapato” de Bahia e Vitória ao longo dos anos 1980. Participou do Brasileiro em sua 1ª.divisão em 1984, e por outras vezes na 2ª.divisão nacional. Nunca conquistou um título mas atrapalhou bastante os grande de Salvador. Desde os anos 2000, esteve mudando de divisão estadual, e foi em 2014 e 2015 que participou da 1ª.divisão baiana pela última vez. Em 2016 disputou a 2ª.divisão, de nos dois últimos anos tem estado ausente das divisões.

LEÔNICO-BA – As duas últimas participação do clube aconteceu em 2007 e em 2014, ambas na 2ª.divisão estadual. Sua história no futebol baiano começou em 1960, e em 1966 conquistaria seu único título. Seguiu participando na 1ª.divisão, e com boas participações no final dos anos 1970 e início dos anos 1980, quando afrontava Bahia e Vitória. Sua última participação na 1ª.divisão ocorreu em 1992. Ficaria 15 anos ausente de qualquer competição, retornando somente em 2007 e 2014.

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