InícioCompetiçõesCoisas “esquisitas” na história dos campeonatos estaduais.

Coisas “esquisitas” na história dos campeonatos estaduais.

Campeonatos Estaduais e suas “esquisitisses”.
Quem pensa que esta “pandemia de covid” afetou o futebol de forma “esquisita”, em que tudo parou, indefinições, regulamentos questionados, vamos ver alguns outros exemplos inusitados na história dos estaduais ao longo das décadas. E olha que tivemos coisas surpreendentes.

SP 1990 – o São Paulo foi para a repescagem e voltou em 1991 no grupo secundário para ser campeão. A partir de 1994, a nomenclatura do campeonato paulista seria Série A1, A2 e A3, deixando a dúvida serem divisões diferentes ou não. Antes disso, em 1979, Ponte Preta x Corinthians, pela Fase Final não jogaram por causa do mando de campo e depois ainda decidiram o campeonato já em 1980.

MG – 1989 – o Pouso Alegre ganha na justiça a vaga na 1ª.divisão quando esta estava encerrando a primeira fase com 15 rodadas. Jogaria contra todos os adversários e depois ficaria alguns anos na 1ª.divisão.

MT – o Dom Bosco vai para o grupo da repescagem e sai de lá para a decisão do campeonato, um título depois de anos de jejum, e o último desde então. Isso aconteceu em 1991.

PB – no mesmo ano o Campinense também vai para a repescagem, disputa vaga com o rival Treze, vai para o Quadrangular e conquistar o título.

CB1-1977 – o Londrina vai para a repescagem, consegue retornar na terceira fase enfrentando Corinthians, Santos, Flamengo e Vasco, além do Caxias-RS e vai para a semifinal contra o Atlético-MG.

PE-1978 – no ano anterior, Sport e Náutico decidiram o campeonato em 4 partidas e mais duas prorrogações de 30min, com o título ficando com o rubro-negro. Mas para 1978, o Leão decreta que não participaria do Estadual, e realmente disputa somente o campeonato brasileiro entre março e julho quando seria eliminado pelo Guarani nas oitavas.

CE-1991 – quando o estadual de 1990 terminava em junho/90, a Federação logo programou o de 1991 para iniciar em agosto/90. E assim foi em fases e mais fases até dezembro de 1991, numa seqüencia de 3 jogos entre Ceará e Fortaleza e o título para o tricolor. Com a inversão do calendário (semestre do Brasileiro), o estadual de 1992 começaria somente em junho/92 e terminaria com 4 campeões declarados.

BA-1999 – O campeonato estava sendo bem curto, com 2 turnos dos 2 grupos, semifinais e decisão de turno. A dupla Ba-Vi havia decidido cada turno e cada um venceu um. Na decisão do campeonato, a encrenca, a 1ª.partida foi na Fonte Nova e o Bahia entendia que a 2ª.partida também, mas o Vitória que tinha melhor campanha entendia que seria no Barradão. Conclusão, ambos foram para “seus” estádios, e no final o Bahia foi declarado vencedor por WO, e venceu a 1ª.partida por 2×0, campeão estadual.

RJ-1986 – o Fluminense era o então tricampeão estadual e no 2º.turno de 1986 vários jogadores contraem dengue e o clube então pediria o adiamento do confronto contra o Americano em Campos. Perde de WO e depois vê Flamengo x Vasco decidirem o campeonato.

MG-1984 – O Cruzeiro havia conquistado o 1º.turno (contra o América) e no 2º.turno Atlético x Cruzeiro estavam na decisão. O Atlético como 1º.colocado da primeira fase fizera a melhor campanha. Na 1ª.partida Cruzeiro 4×0 e na 2ª.partida Atlético 1×0. Ambos comemoraram a conquista, o Atlético do 2º.turno e iria para a decisão do campeonato contra o próprio Cruzeiro, e o Cruzeiro comemorando o título estadual. O Atlético entendia que o regulamento dizia dois resultados iguais – 1 vitória para cada um sem diferença de gols – e o Cruzeiro entendia que o acumulado 4×1 era sua conquista estadual. O título somente seria homologado 6 anos depois, para o Cruzeiro.

RJ-1990 – O Botafogo era o atual campeão carioca, naquele título contra o Flamengo. Em 1990 o Vasco conquistaria o 1º.turno e o Fluminense o 2º.turno, e o Botafogo cumpria a melhor campanha. No regulamento dizia que os dois vencedores de turnos disputariam uma vaga na decisão contra o time de melhor campanha, pois o Botafogo havia realizado campanha melhor que os dois. Mas a decisão em partida única, vencida pela Botafogo por 1×0 terminaria num fato inusitado. O Botafogo com a taça e o Vasco um uma “caravela” comemoravam. Somente dois meses depois seria homologado o título do Botafogo. O Vasco interpretava que por ter vencido o Fluminense por 1×0 e agora o Botafogo vencendo, ambos estariam com 2 pontos, e seria necessária uma prorrogação.

MA-1997 – o campeonato começara com 8 clubes em dois grupos em que jogariam 6 rodadas. Expressinho e Vitória do Mar desistiriam pelo grupo de Moto Clube e Sampaio Corrêa. No outra classificavam-se Caxiense e Imperatriz. A fase final um quadrangular que teve alguns jogos, mas Caxiense e Imperatriz também desistiam. Bem então o campeonato seria decidido entre Moto e Sampaio. Como aconteceram as desistências, em tese o campeonato teve apenas Moto e Sampaio que jogaram 2 partidas na primeira fase e 2 na decisão.

AM-1994 – Apenas 4 clubes disputam o campeonato. Em cada turno, depois de 3 rodadas definia o campeão. O Nacional conquistava o 1º.turno. No 2º.turno, Nacional e América terminavam empatados, forçando um jogo extra, empatado em 0x0, com prorrogação 0x0 e vitória nos pênaltis do América por 3×0, conquistando o 2º.turno. Vinha a decisão do campeonato, entre os dois, outro 0x0, na prorrogação 1×1 e vitória do América por 5×4 nos pênaltis, conquistando o campeonato de forma inusitada, 40 anos depois. Outro detalhe, o Nacional havia vencido o América no 1º.turno por 2×0, ou seja, o América campeão não venceria o Nacional.

MT- entre 1994 e 2002 – O tradicional Operário-VG muda de nome durante a disputa do Estadual de 1994 para Operário-EC e não satisfeito muda novamente no Estadual de 2002 para Operário-FC.

GO-2000 – Em 1998 o Vila Nova havia sido campeão estadual, e em 1999 a vez do Goiás. Em 2000, decidiram o 1º.turno e estavam decidindo o 2º.turno, até que o Vila Nova não viria a comparecer na 2ª.partida. Foi punido com o rebaixamento junto com outros clubes incluindo aí o Atlético. Mas a 2ª.divisão já seria disputada em 2000, com o Vila Nova campeão e “retornando” para a 1ª.divisão no mesmo ano. Em 2001 seria campeão estadual.

SC-1992 – Num campeonato com 14 participantes e disputado em 2 turnos, e ainda uma Fase Final de mata-mata, Avaí e Brusque decidiam o catarinense com o título inédito para o Brusque, fundado em 1987. No ano seguinte, os dois vão para o Grupo de Descenso e são justamente os dois rebaixados no campeonato de 1993.

ES-2006 – O futebol capixaba vinha sido dominado pelo tricampeão Serra, mas neste ano Estrela do Norte e Vitória conquistariam os turnos e faziam a decisão com o título indo para o Vitória, exatos depois de 30 anos depois. Mas no ano seguintes, com os mesmos 10 participantes, são justamente os dois rebaixados para a 2ª.divisão.

MT-1978 – o Campeonato Matogrossense daquele ano, que começara em setembro, não conseguia terminar em dezembro. Como a partir de 1/1/1979, era criado o Estado do Mato Grosso do Sul – e alguns clubes como Operário-CG, Comercial-CG, Ubiratan, 21 de Abril e Ivinhema, que haviam participado do Matogrossense naqueles anos 1970 teriam outro estadual a disputar – ainda assim, foi necessário que Operário e Comercial disputassem a fase final no matogrossense, com o Operário campeão, mesmo já existindo outro Estado.

Outras histórias:
No ano de 2002, com a disputa de Copas Regionais no início do ano, em alguns Estados (SP, MG, RS e PR) criaram um Supercampeonato com os clubes mais fortes. Porém os títulos dos campeonatos estaduais ficariam, respectivamente, com Ituano, Caldense, Guarany-VA e Iraty. Os supercampeonatos ficavam com São Paulo, Cruzeiro, Internacional e Atlético-PR.

Anos 1990 – nos Estados de Goiás, Minas Gerais e o Distrito Federal alguns cidade ficam mais próximas do “outro” Estado, por questões de logística, e isso fez acontecer que clubes passaram a filiar-se à outra Federação vizinha. O Luziânia, fundado em 1926, disputou o campeonato goiano em 1993, 1994 e 1995, e desde 1996 participa do campeonato do Distrito Federal. O Formosa, também de Goiás, profissionalizou-se em 1999 para a disputa da 2ª.divisão do Distrito Federal. Nunca jogou em Goiás.
Outro caso mais curioso é do Unaí fundado em 1966 na cidade mineira de mesmo nome, tendo participado de um Torneio Incentivo em 1980, em Minas Gerais. Na cidade de Itapuã, Goiás, surgia o Itapuã em 1997 que passava a disputar o campeonato brasiliense naquela época. Em 2002 o Unaí disputa pela primeira vez a 2ª.divisão brasiliense e então junta-se com o Itapuã para 2003 permanecendo a parceria até 2010. Dissolvem entre 2011 e 2014, para o Unaí fazer parceria outra parceria, desta vez com o Paracatu, onde seria sua sede até 2019. Este ano o Unaí volta a ter seu nome original.

E estas são as histórias e fatos ao longo das décadas. Provavelmente numa pesquisa mais aprofundada encontraríamos mais alguns “causos esquisitos” de nossos Estaduais.

FOTO: espn.com

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