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Especial História das Copas, capítulo 3/10.

História das Copas – capítulo 3/10
Na sequência da história das copas, desta vez vamos mergulhar nas estatísticas dos jogos, gols, artilheiros.

Jogos, Gols, Artilheiros.
A princípio ate parece meio racional falar de números, mas justamente o objetivo principal do futebol é marcar gols, e estes sejam em partidas simples ou decisivas, quase sempre nunca são esquecidos.

1930-1938
No dia 13 de julho de 1930 era marcado o 1º.gol em Copas, o francês Laurent marcava aos 19 minutos de jogo no confronto contra o México. O 2º. e 3º.gols seriam marcados quase que juntos, por Langiller da França aos 40 minutos, e também pelo americano McGhee no mesmo minuto (Estados Unidos x Bélgica), considerando que as duas partidas tivessem começado no mesmo horário. Ao final destas duas partidas iniciais, 8 gols eram marcados, do total de 70 gols que seria alcançado aos 89 minutos da partida final, quando o Uruguai fazia 4×2 na Argentina e conquistava o 1º.título mundial.

A final desta 1ª. edição de uma Copa do Mundo, o argentino Stabile seria o artilheiro com 8 gols, e o melhor ataque para a Argentina com 18 gols seguido do Uruguai com 15 gols. O Brasil que jogara apenas 2 partidas marcava 5 gols.
Observando as 20 copas disputas desde então, é notável que tivemos períodos em que o número de participantes e o sistema de disputa eram os mesmos, ou pelo menos muito parecido.

Assim nas duas copas seguintes, em 1934 na Itália e em 1938 na França, o sistema de disputa seria de confrontos eliminatórios em todas as fases, considerando que uma partida terminada empatada, era disputada uma prorrogação e caso permanecesse o empate, uma nova partida seria realizada. Foram 16 participantes em 1934 e 15 participantes em 1938. Jogos foram 17 e 18 respectivamente, e gols marcados com 69 e 80, respectivamente.
Partidas terminadas empatadas nas duas copas seriam duas em 1934, e o primeiro gol em prorrogação a do título da Itália, e outras 5 prorrogações em 1938, com mais 6 gols marcados.

O argentino Stabile permanecia como maior artilheiro após a copa de 1934. Porém, nesta copa 5 outros jogadores marcariam gols e seriam na copa seguinte os primeiros jogadores a marcar em duas copas. O francês Nicolas (1+2), o húngaro Sarosi (1+5), o italiano Meazza (2+1), o romeno Dobai (1+2) e o brasileiro Leônidas que marcaria 1 gol em 1934 e outros 8 gols em 1938, sendo que destes 8 foram 6 em tempo normal de jogo e 2 em prorrogação.
Na 3ª. edição de Copa, Leônidas tornava-se o maior artilheiro com 9 gols. Na sequência, Stábile (Argentina) com 8 gols, Zsengeller (Hungria) 7, Sarosi (Hungria) 6 e mais Piola (Itália) e Cea (Uruguai) 5 gols cada.
Os maiores ataques eram Itália (21 gols), Hungria (20 gols), Argentina (20 gols), Brasil (18 gols), Uruguai (15 gols), Suécia (15 gols), Tchecoslováquia e Alemanha com ataque de 14 gols.

1930 – Disputados 18 jogos com 70 gols, média de 3.88 gols por partida.
1934 – Disputados 17 jogos com 69 gols, média de 4.05 gols por partida.
1938 – Disputados 18 jogos com 80 gols, média de 4.44 gols por partida.
neste período = 53 jogos, 219 gols, média 4,13 gols por partida.

1950-1970
Este período foi caracterizado pelos 3 títulos mundiais do Brasil, com 13 participante em 1950 e 16 participantes, de forma regular entre 1954 e 1970. Ao final da 9ª. copa em 1970, chegava-se aos 232 jogos com 833 gols marcados, e muitos números seriam alterados.
Como tinha acontecido a 2ª. guerra mundial entre 1939 e 1945, as Copas previstas para 1942 e 1946 foram suspensas, e mantendo-se o critério de intervalo de 4 anos, a 4ª. copa do mundo seria disputada no Brasil. E seus participantes foram de 13 seleções, a menor quantidade de toda história, porém igualando-se a de 1930 (1ª.edição).
Pela primeira vez uma seleção superaria a marca dos 20 gols, a nossa seleção com 22 gols marcados, e somente outras 3 seleções superariam as duas dezenas: em 1954, com Alemanha e Hungria, as duas finalistas, que alcançaram o recorde de 25 gols marcados cada uma e na copa seguinte, a França jogando em casa em 1958, e marcando 23 gols. Nem a nossa seleção de 1970 e nem a de 2002 chegariam, tendo marcado, respectivamente, 19 e 18 gols.
O atacante brasileiro Ademir Menezes marcaria 9 gols na Copa de 1950, batendo o recorde de mais gols em uma edição, e superando o argentino Stábile que mantinha sua marca de 8 gols em 1930. Também os mesmos 9 gols dava ao Brasileiro a maior artilharia, pois pelo fato de ter ficado 12 anos sem copa do mundo, nenhum dos jogadores até a copa de 1938, estavam em 1950 aqui no Brasil.
Grandes jogadores estariam nesta sequência de copas marcando muitos gols, como Pelé, Vavá, o húngaro Kocsis que bateria o recorde de Ademir chegando aos 11 gols na Copa de 1954 (2 gols em prorrogação), Just Fontaine que superaria o recorde do húngaro, alcançando 13 gols em 1958. E ainda o alemão Helmut Rahn marcaria 11 gols em duas copas, o também alemão Uwe Seeler que marcaria gols em 4 copas seguidas (1958-1962-1966-1970), a mesma marca de Pelé nestas mesmas copas, diferente apenas nos 12 gols do brasileiro contra 8 gols do alemão.
Ao completar as copas de 1950 e 1954, o Brasil passava a ser o ataque mais positivo com 48 gols, seguido de Uruguai com 46 gols, a Hungria com 45 gols, e um pouco atrás a Alemanha com 39 gols e a Itália com 31 gols.

Mas muito aconteceria na Copa de 1958 e também em 1962, quando atingiria-se recorde de gols em uma só Copa, respectivamente, 136 gols e 126 gols, alcançando a melhor média da história, de 5,23 gols por partida na 6ª. edição de Copas, na Suécia, em 1958, com o 1º. título mundial brasileiro, com uma campanha irretocável.
Nas copas seguintes o Brasil seria mais forte ainda, com 2 conquistas em 1962 e 1970, com o atleta do século Pelé alcançando as 3 conquistas, até hoje não superada por nenhum jogador, considerando que de 1970 pra cá já foram 11 Copas disputadas.

O sistema de disputa entre 1950 e 1970, em 6 edições, foi praticamente o mesmo, exceto que em 1950 foram 13 participantes contra 16 participantes nas outras 5 copas. Sempre a primeira fase com 4 grupos, jogando entre si, e o detalhe que em 1954, apenas 2 rodadas foram programadas, de forma aleatória, pois pelo grupo C, Alemanha e Hungria se enfrentaram, ficando os alemães para a partida desempate contra a Turquia, e mais a final mais surpreendente da história das copas, quando os favoritos Húngaros chegaram a fazer 2 gols, mas sofreriam a derrota por 3×2, muito diferente do confronto na fase de grupos, quando o húngaros simplesmente golearam por 8×3, uma seleção com Kocsis (artilheiro), Puskas (artilheiro), Hidegkufi e Toth, mas que não conseguiram parar Morlock, Helmut Rahn, Schaefer e Ottman, os campeões daquele ano.

Então a partir de 1958, em 1962, pulando 1966 por despreparo, e principalmente em 1970, sob a liderança de Pelé, as participações espetaculares de Amarildo, Vavá, Garrincha, e depois Gerson, Tostão, Clodoaldo, Rivelino e o furacão da copa de 1970, Jairzinho, só deu Brasil, que em seu tricampeonato venceria 16 das 18 partidas, e outros 2 empates, marcando 49 gols. Enfrentou seleções sede, campeões mundiais, seleções que tinham grandes jogadores, mas excluindo as 3 partidas de 1966, o Brasil estava determinado a fazer história.
No meio dos títulos brasileiros, em 1966, os criadores do futebol, os ingleses, sediaram a 8ª. copa do mundo, e a conquista questionada dos “donos da casa” por aquele gol na decisão contra a Alemanha, que não teria entrado.
Ainda relembrando os sistemas de disputa, em 1950, da fase de grupos, 4 seleções fizeram um triangular, o único em toda a história, quando o Brasil perderia para o Uruguai no Maracanã, quando precisava apenas de um empate. Em 1954 e 1958, para definição dos classificados da fase de grupos, algumas “partidas desempates” foram realizadas, antes de prosseguir com as Quartas de Finais.
O 3º.gol do Brasil na decisão de 1970 contra a Itália seria o 100º. gol brasileiro em copas, a 1ª.seleção a alcançar esta marca. Seguia a Alemanha com o total de 84 gols, Hungria (68), Uruguai (55), Itália (43) e Suécia (40). Mesmo com o título em 1974, a Alemanha chegaria ao 100º.gol somente em 1978.
Neste segundo período de copas, o acumulado de jogos passava dos 230 e gols já superava os 800 gols, com boa média geral de 3,59 gols por partida. Os maiores artilheiros eram Just Fontaine da França com 13 gols, Pelé (12), Helmut Rahn (Alemanha-11), Kocsis (Hungria-11), Gerh Muller (Alemanha-10), Leônidas da Silva (Brasil-9), Vavá (Brasil-9), Eusébio (9), Stabile (Argentina-8), Oscar Miguez (Uruguai-8) e Uwe Seeler (Alemanha-8). O alemão Gerd Muller ainda faria 4 gols em 1974 para torna-se o maior artilheiro naquele ano, e somente superado em 2006 pelo brasileiro Ronaldo.

1950 – Disputados 22 jogos com 88 gols, média de 4.00 gols por partida.
1954 – Disputados 26 jogos com 136 gols, média de 5.23 gols por partida.
1958 – Disputados 35 jogos com 126 gols, média de 3.60 gols por partida.
1962 – Disputados 32 jogos com 89 gols, média de 2.78 gols por partida.
1966 – Disputados 32 jogos com 87 gols, média de 2.71 gols por partida.
1970 – Disputados 32 jogos com 88 gols, média de 2.75 gols por partida.
neste período = 179 jogos, 614 gols, média 3,43 gols por partida.
acumulado em copas = 232 jogos, 833 gols, média 3,59 gols por partida.

1974-1994
Este 3º.período da história das copas seria marcado por significativas alterações no número de participantes e nos sistemas de disputa. Mas também, viríamos muito decair a quantidade de gols e os números dos artilheiros.
Em 1974 e 1978, ainda mantendo as 16 seleções, depois da fase de grupos, as 8 seleções eram novamente divididas em dois grupos, onde os vencedores decidiam o título e os 2º.colocados faziam a disputa da 3ª.colocação.
Curiosamente, a Holanda e sua excepcional geração, com atuações extremamente dinâmicas esteve nas duas decisões contra as seleções sede, Alemanha e Argentina, e o vice-campeonato se repetiu. Por outro lado, a nossa seleção, foi para a disputa da 3ª.colocação, perdendo para a Polônia e vencendo a Itália.
O polonês Lato em 1974 com 7 gols e o argentino Mario Kempes em 1978 com 6 gols, seriam os artilheiros. Alemanha e Argentina foram campeãs cada uma marcando 13 gols, e a Holanda marcando 15 gols em cada copa. Mas foi a Polônia que marcaria 16 gols em 1974, o melhor ataque, e que somente seria superado 6 copas depois, em 2002, quando o Brasil marcaria 18 gols. Neste mesmo período entre 1978 e 1998, o maior artilheiro chegaria somente aos 6 gols, marca superada também em 2002 pelo brasileiro Ronaldo ao marcar 8 gols.
A média de gols que já estava na casa dos 2,7 entre 1962 e 1970, e ficaria mais baixa, em 2,55 em 1974 e ridículos 2,09 na copa de 1990, na Itália, considerada a edição de pior nível técnico das partidas, assim como outros números estatísticos.

Nas 4 copas seguintes, entre 1982 e 1994, o número de participantes passaria das 16 seleções para 24 seleções. Em 1982, a segunda fase era disputada em 4 grupos com 3 seleções, mas em 1986-1990-1994, era implantada as Oitavas de Finais.
Mesmo com a média de gols baixando, alguns goleadores atingiriam a marca de 10 gols em copas, como o peruano Teofillo Cubillas em 70-78, o polonês Lato em 74-78-82, o italiano Paolo Rossi em 78-82-86 e o inglês Gary Lineker em 86-92. Já o alemão Klismann fazia 8 gols em 90-94 e mais outros 3 gols em 1998, alcançando 11 gols. Os maiores ataques de seleções ficariam entre 14 e 15 gols, entre as copas de 1982 e 1994.
Os 4 goleadores que atingiam 10 gols (Cubillas, Lato, Paolo Rossi e Lineker) entravam para o seleto grupo de artilheiros, junto de Gerh Muller com 10 gols, e atrás ainda de Koscis (11), Rahn (11), Pelé (12) e Just Fontaine (13).
Em 1982, batia-se o recorde de gols numa edição, chegando aos 142 gols, e superado os 136 gols de 1954, porém com o dobre de partidas, 52 jogos em 1982 contra 26 jogos em 1954.
Na copa de 1978, na Argentina era alcançado o 1000 gol em copas, ainda na primeira fase, na 24ª.partida, Escócia 3×2 Holanda.
Também a Alemanha chegaria ao seu 100º. gol em 1974, na 2ª.partida, contra a Austrália, o 2º.gol da vitória por 3×0. O Brasil que já havia feito sem 100º.gol em 1970, em 1994, na 2ª.partida, contra Camarões, o seu 2º.gol era o 150º.gol em copas. Mas a Alemanha ficaria por 1 gol para seu 150º.gol em copas. Na sequência, Itália (91), Argentina (89) e Hungria (85) eram as seleções mais próximas do centésimo gol.
Mas em 1994 aconteceria o gol 1500 em copas, marcado por Cannighia, em 25/6, na vitória da Argentina por 2×1 sobre a Nigéria.
As grandes transformações geopolíticas ocorridas na Europa desde 1989 com a queda do Muro de Berlim, originariam novos países e consequentemente novas seleções.

1974 – Disputados 38 jogos com 97 gols, média de 2.55 gols por partida.
1978 – Disputados 38 jogos com 100 gols, média de 2.68 gols por partida.
1982 – Disputados 52 jogos com 142 gols, média de 2.79 gols por partida.
1986 – Disputados 52 jogos com 132 gols, média de 2.53 gols por partida.
1990 – Disputados 52 jogos com 109 gols, média de 2.09 gols por partida.
1994 – Disputados 52 jogos com 138 gols, média de 2.65 gols por partida.
neste período = 284 jogos, 718 gols, média 2,52 gols por partida.
acumulado em copas = 516 jogos, 1551 gols, média 3,00 gols por partida.

1998-2014
E então chegamos aos últimos 5 mundiais, de 1998 até 2014, já com a participação de 32 seleções, que jogam a fase de grupos, e as duas melhores prosseguem das Oitavas até a Decisão em partidas eliminatórias.
Neste período, França e Espanha conquistariam seus primeiros títulos, Brasil e Alemanha se enfrentariam pela 1ª.vez na decisão de 2002, com a seleção brasileira chegando ao penta, e também Itália em 2006 e Alemanha em 2014, alcançando seus tetras. Também seriam disputadas duas Copas fora do eixo América-Europa, em 2002 com sede dupla Japão-Coréia do Sul e em 2010 na África do Sul.
A cada edição então, o sistema de disputa passava a ser distribuído em 30/31 dias, com o total de 64 jogos.
Já em 1998 seria superado o total de gols em uma copa, com 170 gols, mas nas últimas 4 copas sem ser alcançado.
Apesar do aumento de participantes e jogos, a média de gols vai despencando, de 2,65 em 1998, para 2,43 em 2002, 2,25 em 2006 e 2,23 em 2010, o segundo mais baixo da história. Em 2014, aqui no Brasil, a média sobe para 2,59 e o total de 166 gols quase superaria os 170 gols de 1998.

Uma nova geração de artilheiros surgiria e atingiria marcas interessantes. O alemão Klismann que disputava sua 4ª.copa em 1998, chegaria aos 11 gols em copas. O italiano Roberto Baggio, em sua 3ª.copa em 1998, totalizava 9 gols. Mais outros dois que estrearam em 1994, ainda prosseguiriam marcando gols, o argentino Batistuta (94-98-02) com total de 10 gols e o brasileiro Ronaldo (94 sem marcar, 98-02-06) que bateria o recorde de 15 gols, superando o então recorde de Gerd Muller (Alemanha) que desde 1974 detinha seus 14 gols.
O italiano Vieri chegaria aos 9 gols, nas copas de 1998-2002, o mesmo número de David Villa (Espanha) entre 2006-2010-2014, marcando gols em 3 copas seguidas.

Mas enquanto o brasileiro Ronaldo atingia 8 gols em 2002, um alemão surgia marcando 5 gols, Miroslav Klose (Alemanha) nas copas seguintes alcançaria a marca de 16 gols em 2014, batendo o recorde de Ronaldo, apenas 3 copas a frente, em 12 anos. Ou seja, apesar dos totais de gols nas últimas copas, mesmo com o aumento de jogos e seleções participantes, dois recordes de artilharia acumulada foram batidos.
É, mas outro alemão, Thomas Muller, que tem 10 gols em 2010-2014 poderá nesta copa de 2018, atingir novo recorde.

E destacando os ataques das seleções, do ponto de vista de gols marcados por Copa, Brasil e França ficaram nos 14 gols em 1998, em 2002, o Brasil superaria um “teto” de 16 gols de 1974 (7 copas antes) alcançado pela Polônia, ao marcar 18 gols, e com a Alemanha chegando aos 14 gols. Os alemães se destacariam em 2006 (14 gols), 2010 (16 gols) e 2014 (15 gols, juntamente com a Holanda). Em 1998, Itália e Argentina terminariam a Copa com 99 gols marcados na história. Em 2002, com poucos gols, a Itália chegaria aos 104 gols, enquanto a Argentina aos 101 gols.
Já Brasil e Alemanha caminhavam para a casa dos 200 gols, o Brasil (189) e a Alemanha (171).

Ao final de 2006, o Brasil ficaria nos 199 gols, seguido da Alemanha com 185 gols, Itália 114 gols e Argentina com 111 gols, as 4 únicas seleções com ataques centenários. Também, França com 91 gols e Espanha com 85 gols chegavam mais próximos do gol 100, além da Hungria com 85 gols desde 1986.
A Argentina ultrapassava a Itália em 2010, em 3 gols, com 121 gols contra 118 gols, seguindo da dupla Brasil-Alemanha que superariam os 200 gols, com respectivamente 208 a 201 gols, a menor diferença da história.
Na última copa, a França chegava aos 101 gols, atrás de Itália (120), Argentina (128), Alemanha (216) e Brasil (219), em que a diferença entre Brasil e Alemanha cairia mais ainda. Esta copa de 2018 pode haver até uma superação dos alemães.
Em 22/6 de 2006, o brasileiro Juninho Pernambucano marcaria o gol 2000 em copas, o 2º.gol da vitória do Brasil sobre o Japão por 4×1. Para esta copa de 2018 estamos com 2330 gols, sendo possível alcançar a marca de 2500 gols, desde que marcados pelo menos 170 gols. Curiosamente, no dia da decisão, em 15/7/18, será completado o jogo número 900 em toda história das copas.

1998 – Disputados 64 jogos com 170 gols, média de 2.65 gols por partida.
2002 – Disputados 64 jogos com 156 gols, média de 2.43 gols por partida.
2006 – Disputados 64 jogos com 144 gols, média de 2.25 gols por partida.
2010 – Disputados 64 jogos com 143 gols, média de 2.23 gols por partida.
2014 – Disputados 64 jogos com 166 gols, média de 2.59 gols por partida.
neste período = 320 jogos, 779 gols, média 2,43 gols por partida.
acumulado em copas = 836 jogos, 2330 gols, média 2,78 gols por partida.

E finalizando destaques dos artilheiros pelas Copas do Mundo, apenas 5 deles conseguiram marcar gols em todos jogos de uma copa, em épocas diferentes. Em 1930, o argentino Stabile, em 1938, o húngaro Sarosi e em 1950 o uruguaio Ghiggia. Depois somente Just Fontaine em 1958 pela França e o brasileiro Jairzinho em 1970, sendo que estes dois últimos em 6 partidas disputadas, enquanto os anteriores em 4 partidas disputadas.
De lá pra cá, mais outros 3 jogadores marcaram em 6 partidas de copa, porém jogaram 7 partidas: o italiano Schillaci em 1990, o croata Suker em 1998 e o brasileiro Ronaldo em 2002.
Outros jogadores chegaram a marcar em 5 jogos seguidos dentro de uma mesma copa, mas não em todas as partidas jogadas na mesma copa: Eusébio de Portugal em 1966, Gerd Muller da Alemanha em 1970, Schillaci da Itália em 1990, Stoichkov da Bulgária em 1994 e Rivaldo do Brasil em 2002, por sinal a única copa em que dois jogadores da mesma seleção marcariam em 4 jogos consecutivos. E justamente na partida em que Ronaldo não marcara, o 5º.jogo (Inglaterra) é que outros recordes teriam sido concretizados.
Pois então aguardamos os 64 jogos na Rússia para ver muitos destes números serem superados.

ALGUMAS CURIOSIDADES

MAIOR ARTILHEIRO EM 1 PARTIDA
Salenko (Rússia) 5 gols – 28/06/1994 – Rússia 6×1 Camarões
Wilimowski (Polônia) 4 gols – 05/06/1938 – Polônia 5×6 Brasil
Ademir Menezes (Brasil) 4 gols – 09/07/1950 – Brasil 7×1 Suécia
Kocsis (Hungria) 4 gols – 20/06/1954 – Hungria 8×3 Alemanha
Just Fontaine (França) 4 gols – 28/06/1958 – França 6×3 Alemanha
Eusébio (Portugal) 4 gols – 23/07/1966 – Portugal 5×3 Cor.do Norte
Butragueno (Espanha) 4 gols – 18/06/1986 – Espanha 5×1 Dinamarca

MAIORES GOLEADAS
1982 – Hungria 10×1 El Salvador
1954 – Hungria 9×0 Coréia do Sul
1974 – Iugoslávia 9×0 Zaire
1950 – Uruguai 8×0 Bolívia
2006 – Alemanha 8×0 Arábia Saudita
1954 – Hungria 8×3 Alemanha
1954 – Uruguai 7×0 Escócia
1954 – Coréia do Sul 0x7 Turquia
1974 – Polônia 7×0 Haiti
2010 – Portugal 7×0 Coréia do Norte
2014 – Brasil 1×7 Alemanha
1934 – Estados Unidos 1×7 Itália
1950 – Brasil 7×1 Suécia
1954 – Alemanha 7×2 Turquia
1958 – França 7×3 Paraguai
1938 – Hungria 6×0 Índias Holandesas / Suécia 6×0 Cuba
1978 – Alemanha 6×0 México / Peru 0x6 Argentina
1986 – URSS 6×0 Hungria
2006 – Argentina 6×0 Sérvia
1930 – Argentina 6×1 Estados Unidos / Iugoslávia 1×6 Uruguai
1950 – Brasil 6×1 Espanha
1954 – Alemanha 6×1 Áustria
1958 – Tchecoslováquia 6×1 Argentina
1962 – Hungria 6×1 Bulgária
1986 – Dinamarca 6×1 Uruguai
1994 – Rússia 6×1 Camarões
1998 – Espanha 6×1 Bulgária
1958 – França 6×3 Alemanha

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