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Especial História das Copas, capítulo 4/10.

História das Copas – capítulo 4/10
Na sequência da história das copas, vamos passar pelos grandes jogos, escolhidos aqui de forma diferenciada.

Grandes Jogos.
Percorrer as 20 copas já disputadas e escolher um grande jogo em cada pode direcionar a escolhermos a decisão, afinal, que jogo importante acontece numa copa senão a decisão.
Mas vamos um pouco diferenciar isso, buscando jogos que tenham tido sua importância não somente no destino da competição, mas também pelo que ficaria marcado na histórica.
E evidentemente, nas primeiras copas fica até difícil dizer que jogo foi histórico, pois não se tinha noção das seleções que viriam a ser as maiores, perceber favoritismos e destaques.

1930
Vamos direto para o 18º.jogo, afinal seria a decisão da 1ª.copa, com a seleção da casa, o Uruguai não querendo perder a chance da conquista do título. E seu adversário, o vizinho de fronteira, os Argentinos.
Diante de estimados 80 mil pessoas no Estádio Centenário, logo aos 12 min Dorado fazia 1×0 para o Uruguai. Porém a Argentina iria virar o jogo com gols de Peucelle aos 20 e Stabile aos 37 do 1º.tempo. Na etapa final, Cea empataria aos 57 e Iriarte fazia 3×2 aos 68 min. Os últimos 20 minutos de jogo seriam muito disputados até Castro selar a vitória uruguaia e o título aos 89 min.

1934
Com o sistema de disputa em jogos eliminatórios, e apesar da decisão entre Itália e Tchecoslováquia ter sido definida na prorrogação, em favor dos italianos, o confronto que teve um longo tempo de disputa, foi na segunda fase, quando Espanha e Itália entraram em campo. A Espanha tinha eliminado o Brasil na primeira fase enquanto a Itália ficava de bye. Jogaram a 1ª.partida em 31/5, terminando empatado em 1×1 no tempo normal e 0x0 na prorrogação, forçando a realização de partida desempate. No dia seguinte entravam em campo, para então a Itália vencer por 1×0 com gol de Meazza aos 12 min. E assim prosseguir na copa que conquistaria.

1938
A 2ª.copa também com disputa de jogos eliminatórios. Para o Brasil, a copa que realmente teria participação destacada. Na primeira fase sua estreia era contra a Polônia ( aquele 6×5) mas foi a disputa da 3ª.colocação contra a Suécia que levaria a seleção para o pódio. Os suecos fariam 2×0 já aos 23 do 1º.tempo, mas com Romeu (42), Leônidas (52 e 70) e Perácio (80) a virada para 4×2, talvez o 1º.grande jogo da seleção na história das copas.

1950
Depois da 2ª.guerra mundial, a copa voltava a ser realiza justamente no Brasil, a chance de conquistar seu 1º.título. Não foi isso que aconteceu e o jogo mais marcante não seria na fase final nem na decisão. O Brasil havia vencido o México e empatado com a Suíça, enquanto a Iugoslávia havia vencido os dois. Ou seja, o empate entre Brasil x Iugoslávia eliminava a seleção. E os iugoslavos que haviam eliminado o Brasil em 1930 queriam repetir o feito. Diante de um Maracanã com 142 mil pessoas e gols de Ademir Menezes (4) e Zizinho (69), a nossa seleção saía do sufoco por uma classificação. Depois todos sabem o que aconteceria.

1954
A copa do mundo voltaria para duas sedes na Europa, esta agora na Suíça. Dois destinos se cruzaram na mesma copa, entre alemães e húngaros. Estes de forma incontestável foram vencendo por 9×0, 8×3, 4×2, 4×2 (prorrogação) e uma derrota surpreendente na decisão. Então que jogo foi destaque. Pelo destino, a partida desempate entre Alemanha x Turquia, pois ambos após 2 jogos do grupo C ficavam com a mesma pontuação. E os alemães seguiriam na copa com 7×2 (4×1 no 1º.tempo). Daí, ainda venceram a Iugoslávia (2×0) e a Áustria (6×1) antes da decisão contra a Hungria (3×2).

1958
A copa do 1º.título brasileiro, com aqueles que seriam eternizados, tinha muitos outros destaques, principalmente a França de Just Fontaine. Os franceses passavam pela Escócia, Paraguai e Iugoslávia na primeira fase, e também pela Irlanda do Norte nas Quartas. O Brasil também passava por vitórias sobre Áustria e URSS (uma grande seleção) e empate contra a Inglaterra. Na sequência aquela vitória dificílima contra País de Gales. Então nas semifinais, a França no embalo, e o Brasil franco atirador. Resultado, um espetáculo de 5×2 para o Brasil, marcando logo aos 2 min com Vavá, 3×1 aos 8 do 2º.tempo com Pelé e já 5×1 aos 31 do 2º. (3º.gol de Pelé na partida). Brasil na decisão para seu 1º.título mundial.

1962
Voltando para a América do Sul, no Chile, com a presença dos 4 campeões mundiais (Uruguai, Itália, Alemanha e Brasil) já se desenhava os favoritos. Além disso, tínhamos URSS, Inglaterra, Iugoslávia e Tchecoslováquia como seleções também muito fortes. Para os chilenos, a semifinal ficaria na lembrança de uma copa que eles poderiam conquistar. Afinal tinham feito 3×1 na Suíça, 2×0 na Itália, 0x2 Alemanha (classificados no grupo), 2×1 URSS e um confronto sul-americano nas semifinais contra um Brasil desfalcado de Pelé. A empolgação era total. Em campo, o Brasil fazia 2×0 com Garrincha e Vavá, e mesmo com o parcial de 3×2 para o Brasil aos 16 do 2º.tempo, Vavá definia 4×2 aos 33 min para desespero dos 76 mil chilenos no Estádio Nacional de Santiago.

1966
Chegava a vez dos ingleses sediarem a copa. O retrato da copa seria uma Inglaterra determinada, um Brasil experiente, e mais Itália, Alemanha, URSS ainda fortes. Mas ninguém imagina um tal de Eusébio, e a seleção portuguesa. Logo na estreia 3×1 na Hungria, depois 3×0 na Bulgária (1 de Eusébio) e contra o Brasil, 3×1 (2 de Eusébio). Vieram os Coreanos do Norte, que em 25 minutos de jogo faziam 3×0. Epa, que isso !!! Ainda no 1º.tempo com dois de Eusébio (2×3). Mais dois de Eusébio no 2º.tempo e o 5º.gol, para fazer um histórico 5×3 para os portugueses, que agora eram os favoritos. Perderiam as semifinais para a Inglaterra para ficar com a 3ª.colocação contra a URSS.

1970
A inesquecível copa do México, com certeza não somente para o tri dos brasileiros, mas pelos espetáculos de vários jogos. Sem discussão, a semifinal entre Itália x Alemanha, que terminaram o tempo normal de 90 minutos apenas com um empate em 1×1. Os italianos venciam com gol de Boninsegna aos 8 min, até aos 89 minutos quando Schnellinger empataria a partida, levando para a prorrogação. Daí em diante um espetáculo. Alemanha 2×1 aos 94, Itália 2×2 aos 98, Itália 3×2 aos 104, Alemanha 3×3 aos 110 e Itália 4×3 aos 111. E ainda faltavam 9 minutos de duas seleções extenuadas pelo esforço. Talvez o jogo mais vibrante, emocionante e disputado de todas as copas.

1974
Com um regulamento modificado, a segunda fase também em grupos, e ausência dos ingleses, a Alemanha recebia os outros 15 participantes para alcançar seu objetivo. No futebol, o destaque da Holanda com seus craques e futebol envolvente, sem posições fixas. Nos confrontos, um histórico jogo de alemães. Os da casa e os da República Democrática Alemã, a Alemanha Oriental. Fechando a 3ª.rodada da primeira fase pelo grupo 1. O que ficou para a história foi um jogo morno e derrota da Alemanha favorita, para alguns para que ambos se classificassem, para outros para não ir para o grupo do Brasil, que somente se classificaria na 2ª.colocação. E ainda para outros, algo fora da copa, em função das questões políticas pós 2ª.guerra mundial (a separação das Alemanhas). Em campo, na cidade de Hamburgo, diante de 60 mil pessoas, aos 77 minutos de jogo, gol de Sparwasser.

1978
Depois do Chile em 1962, outra copa na América do Sul, agora na Argentina, vices de 1930. A oportunidade de chegar ao 1º.título. E ainda sob um regime ditador no país. O mesmo regulamento com a segunda fase em grupos. Uruguaios e Ingleses fora. E Itália (com Argentina), Alemanha e Brasil como cabeças de chave. O Grupo 4 com Peru e Holanda. Nas copas seguintes a seleção sede passaria a ser cabeça de chave para evitar confrontos de forças na primeira fase. Mas os argentinos foram derrotados pelos italianos e cairiam no grupo do Brasil na segunda fase. Em 18/6, na cidade de Rosário, brasileiros e argentinos no embate da rivalidade, da técnica contra a determinação, e quem sabe outras coisas de bastidores e do campo de jogo. Partida disputada, e da vida dos argentinos. Era a 2ª.rodada, em que tinham vencido na rodada anterior, o Brasil com 1 gol de saldo a mais. Foi a partida decisiva para os donos da casa, pois dali em diante dependeriam de si mesmos. A goleada contra o Peru, a decisão contra a ainda forte Holanda, seriam menos complicado do que ter perdido para o Brasil e eliminados. O jogo da copa.

1982
Já com aumento do número de participantes, não temos como não considerar Brasil x Itália com o jogo histórico (os relatos de jogos importantes quase sempre tem tido a presença do Brasil, mas confrontos importantes para os adversários) pelo destino que definiu-se para os futuros campeões, uma grande geração de jogadores, num contexto desorganizado da comissão técnica, nas crises em que viviam o futebol italiano, denúncias e suspensões de jogadores. Os 3 jogos da primeira fase com 3 empates contra Polônia, Peru e Camarões. E a segunda fase contra Argentina e Brasil. Ahh seria muito difícil. E mesmo vencendo a Argentina, o confronto contra o Brasil seria em desvantagem do empate. O sucesso da geração italiana definia-se naquela partida, sempre a frente do placar, o deslanchar de um artilheiro. Os 15 minutos finais de um grande confronto, levando os italianos para o título.

1986
Repedindo a sede no México, muitos remanescentes da copa anterior, no Brasil, na Alemanha, na Itália, na Argentina e na França. Uma segunda chance para quem. Ficava então para a história o confronto entre Argentina e Inglaterra, pois questões políticas envolviam os dois países, a Guerra das Malvinas no ano anterior. Em campo, show do craque da copa, Diego Maradona, com dois gols históricos: depois de 0x0 no 1º.tempo, logo aos 6 min com “aquela mão de deus” que definiria o mesmo quando questionado após o jogo, e 3 minutos depois aquela arrancada desde seu campo de defesa passando por todos os ingleses a frente até quase entrar com bola e tudo. Antológico e decisivo para colocar a argentina no foco para sua 2ª.conquista mundial.

1990
Marcada com a copa do futebol previsível, sem emoção, italianos e alemães buscavam o tricampeonato. Novamente pela 2ª.vez, as semifinais seriam disputadas por 4 seleções campeãs (nesta copa as então 6 campeãs mundiais estavam presentes – uruguaios e brasileiros ficaram contra, respectivamente, Itália e Argentina). Na copa além dos jogos amarrados, 6 dos 12 jogos das oitavas e quartas já tinham ido para a prorrogação e dois deles para os pênaltis. Então as semifinais seriam históricas por dois empates em 1×1 e vitorias nos pênaltis por 4×3 de Argentina contra os anfitriões Italianos e da Alemanha contra os Ingleses.

1994
Numa sede com jogos em temperaturas altíssimas, principalmente para os europeus, a copa nos Estados Unidos ainda mantinha os 24 participantes. Público excelente nos estádios com grandes capacidades (maior média de público da história das copas), o que poderia acontecer com seleções bem modificadas em relação aos anos anteriores. Destaques para italianos e brasileiros, que além de terem sido mais competentes por passarem por seus adversários, se enfrentariam na decisão, onde muito se recordava de 1982 e pelo desfecho que faria uma delas ser a maior campeã, tetra (como em 1970 em que uma delas seria tri). E quis o destino, que também fosse a 1ª.decisão de copa decidida nos pênaltis. E aquela frase: bater pênalti em decisão de copa do mundo, como seria.
Pois depois de 0x0 e 0x0, um irônico 3×2 para o Brasil, nos pênaltis. Tetra.

1998
Com 32 seleções participantes, a copa passava para outras proporções, tanto em quantidade de jogos como diversidade de adversários. Nos jogos, depois da fase de grupos, o mesmo de sempre, com oitavas, quartas, semifinais e decisão. E como nas 15 copas anteriores, apenas 4 delas o campeão havia sido o país sede, agora a França sediava pela 2ª.vez uma edição de copa, e muito diferente de 1938, com uma boa geração de jogadores que estariam dispostos a fazer o melhor, até porque depois da geração de 1982-1986, principalmente do Platini, duas ausências nas copas de 1990-1994 para o futebol francês. E o jogo da copa aconteceu em 28/6, pelas oitavas, quando receberam os sul-americanos paraguaios, em Lens, diante de 38 mil torcedores, agora que perder seria uma eliminação. O Paraguai do técnico brasileiro Paulo César Carpeggiani e uma seleção com Chilavert, Gamarra, Ayala, Arce, Paredes e Cardozo venderia muito caro a classificação. Foram 90 minutos de 0x0 e mais 23 minutos de prorrogação para o salvador gol de Blanc. Ufa, a seleção da casa prosseguia para passar por Itália nos pênaltis, por Croácia nas semifinais e vencer o Brasil na decisão.

2002
A virada de século levava o futebol para outros ares, e uma copa na Ásia, em parceria entre Japão e Coréia do Sul. Uma atual campeã França eliminada ainda na primeira fase, como a Argentina, quem seriam os destaques da copa. O Uruguai, já muito distante de seu futebol também ficara na primeira fase. E nas quartas de finais, a eliminação de Espanha pela Coréia do Sul nos pênaltis e da Inglaterra pelo Brasil. A Turquia que passara pelo Japão, também passaria pelo Senegal, esta que deixara a Suécia pra trás. Então as semifinais com Brasil e Alemanha de um lado e Coréia do Sul e Turquia do outro. Dois resultados por 1×0, para os “favoritos”, o brasileiros com gol de Ronaldo aos 4 minutos do 2º.tempo e o alemães com gol de Ballack já lá aos 75 minutos de jogo. Ufa !!! E se desse Coréia do sul e Turquia na final ?

2006
E nesta 18ª.copa do mundo, o repeteco de um confronto histórico, como em 1970, Alemanha e Itália estavam frente a frente nas semifinais. Se em 1970, foram 7 gols, proporcionado com aquele gol de empate dos alemães no último minuto do tempo normal, agora o 0x0 prevaleceria nos 90 minutos e também por quase 29 minutos de prorrogação quando o lateral Fabio Grosso marcava 1×0 e dois minutos depois Del Pierro confirmando os 2×0 dos italianos. Se também 1990, os italianos sediavam e perdiam as semifinais nos pênaltis contra a Argentina, e a Alemanha seria tri, agora os rivais perdiam a semifinais e os italianos seriam tetra. Viva o futebol com suas coincidências de confrontos, sedes e títulos ou não.

2010
As atenções para uma copa do mundo mudavam de continente, agora indo para a África do Sul. E sempre nossos jogos históricos nas fases eliminatórias, modificamos um pouco o foco, e destacamos a sequência de eliminações que levariam a um novo campeão mundial. Logo nas oitavas, a Alemanha fazia 4×1 na Inglaterra, o Uruguai passava pela Coréia (2×1), a Argentina pelo México (3×1), a Holanda pela Eslováquia (2×1), o Brasil pelo Chile (3×0) e a Espanha por Portugal (1×0). Na sequência, a Holanda deixava o Brasil pra trás (2×1), o Uruguai precisaria do pênaltis para eliminar Gana, a Espanha ia com 1×0 sobre Paraguai, e os alemães sapecavam 4×0 na Argentina. E agora nas semifinais ? Uma Holanda forte que num jogão fazia 3×2 no Uruguai e no outro lado um difícil confronto entre Espanha e Alemanha definido com gol há 17 minutos do final. O título em favor do Espanhóis, contra a Holanda (seu 3º.vice mundial) sairia aos 116 minutos de jogo (prorrogação).

2014
Não, não foi o jogo da copa. O jogo da Alemanha foi contra a Argélia, em Porto Alegre, quando levou sufoco dos africanos, que até tiveram chance de vencer a partida. A Argélia tinha ficado no difícil grupo H com Bélgica e Rússia. Uma derrota para Bélgica (1×2), uma vitória contra a Coréia do Sul (4×2) e um empate contra a Rússia (1×1) eliminando os adversários. Sem medo de ser feliz foram pra cima da Alemanha, que já vinha de um empate contra Gana, na 2ª.rodada, e uma vitória de 1×0 sobre os Estados Unidos (estreia 4×0 em Portugal). Pois o jogo decisivo que os alemães precisaram da prorrogação para fazer 2×0 na Argélia e seguir na copa. Os futuros tetra não tinham encontrado nenhuma facilidade. Passavam por França por 1×0 e o mesmo placar contra a Argentina na decisão. A semifinal foi muito mais mesmo um grande acidente do que uma grande apresentação. O argelinos poderiam ter muda a história da copa.

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