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Especial História das Copas, capítulo 9/10.

História das Copas – capítulo 9/10
Numa visão ampla das Copas do Mundo, podemos dividir em 4 períodos em que observamos alguns sistemas de disputa, quantidade de participantes, e gerações que ficaram na história.
Vamos então dar uma olhada nestes períodos e ver o que aconteceu e o que ficou nas estatísticas.

De 1930 até 1938
As 3 primeiras copas foram o desafio da implementação de uma competição mundial de seleções, numa época de certas limitações em viagens e na comunicação. Duas seleções se destacaram, Uruguai e Itália conquistando as duas copas que sediam e a Itália novamente quando a sede era na França. Foram 13 participantes em 1930, e 16 participantes nas duas seguintes. Só 4 seleções europeias foram ao Uruguai em 1930 (Iugoslávia, Romênia, França e Bélgica), e depois somente Argentina, Brasil e Estados Unidos foram à Itália em 1934, e Brasil e Cuba à França em 1938.
Leônidas da Silva (Brasil) com 9 gols foi o maior artilheiro (1934 e 1938), seguido de Stabile (Argentina) 8 gols em 1930; Sarosi (Hungria) com 6 gols (1934 e 1938) e Cea (Uruguai) com 5 gols em 1930.
Na pontuação acumulado no período, Itália (15 pontos), Tchecoslováquia (10), Hungria (8), Brasil (8), Argentina (8) e Uruguai (8). Período sem participantes da África, Ásia e Oceania.

De 1950 a 1970
Passado o período da 2ª.guerra mundial, de 12 anos, a competição conseguiu retornar, mantendo o período de 4 anos, e não foi disputada em 1946 em razão de muitos países europeus estarem se reconstruindo pós guerra. Mas, o retorno da copa seria com sede no Brasil, e com a presença de 7 seleções europeias. Nestas 6 copas que se seguiram, cada uma com 16 participantes apesar da derrota para o Uruguai em 1950, o Brasil assumiria o protagonismo do futebol mundial, com 3 títulos em 1958, 1962 e 1970. E mais Alemanha e Inglaterra conquistariam também, respectivamente, em 1954 e 1966.
As competições se tornavam mais organizadas, com sistema de disputa com 4 grupos, e fases seguintes em partidas eliminatórias, que as vezes chegavam à prorrogação e pênaltis.
A média de gols aumenta, com o Brasil chegando ao ataque de 22 gols em 1950, e depois Alemanha e Hungria, ambas com 25 gols em 1954, e a França com 23 gols em 1958.
Jogadores também se tornariam craques inesquecíveis, como Pelé, Garrincha, Puskas, Kocsis, Just Fontaine, Eusébio, Gerth Muller, Uwe Seeler. Um Brasil tricampeão do mundo.
Maiores artilheiros, Just Fontaine (13), Pelé (12), Helmut Han (11), Kocsis (11), Gerth Muller (10), Ademir Menezes (9), Eusébio (9) e Vavá (9).
Países da Ásia disputariam as copas de 1954 (Coréia do Sul), 1966 (Coréia do Norte) e 1970 (Israel), e também da África em 1970 com Marrocos.
Na pontuação geral deste período, o Brasil chegaria aos 48 pontos, Alemanha (41), Inglaterra (24), Rússia (24), Uruguai (24) e mais Hungria (19) e Iugoslávia (17).

De 1974 a 1994
A Copa do Mundo a partir dos anos 1970 entraria numa fase em que sua visibilidade era muito grande, com as transmissões ao vivo, consequentemente com patrocinadores, e organização mais complexa em termos das infraestruturas dos países sedes, dos estádios e a participação dos desportistas.
O sistema de disputa mudaria em 1974 e 1978, com os mesmos 16 participantes, e agora também com representante da Oceania. Assim todos os continentes poderiam ter pelo menos um representante.
Também por duas edições o regulamento previa duas fases de grupos, e direto para a disputa da 3ª.colocação e da decisão. E a Holanda se destacava indo as duas decisões, porém sendo derrotada por Alemanha e Argentina.
Em 1982, e até 1994, seriam 24 participantes, mas em 1982 com duas fases de grupos, e depois com a sequência das Oitavas, Quartas, Semifinais e Decisão. Com isso, mais vagas para os continentes, e numa expansão de seleções em cada continente, mais interessados em participar das Eliminatórias.
A Copa do Mundo realmente se expandia.
Novos destaques viriam, como Lato, Rummenigue, Maradona, Voeller, Szamarch, Mario Kempes, Cubillas, Lineker, Paolo Rossi, Careca, Zico, Platini, Bebeto, Romário, Salenko, Schillaci, Butragueno, Stoitchkov, Mathaus, Roger Millar e Altobelli, entre outros.
Os maiores artilheiros desta época, Lato (10), Lineker (10), Paolo Rossi (10), Rummenigue (9), Maradona (8), Voeller (8) e Careca (7).
A quantidade de jogos por copa aumentava, mas a média de gols decrescia. O maior ataque seria o da Polônia com 16 gols em 1974, e mais a Holanda (15 gols em 1974 e 1978), o Brasil em 1982 e a Alemanha em 1990, todos estes com 15 gols.
O Brasil que era tricampeão em 1970 receberia a companhia de Itália (1982) e Alemanha (1990) como tricampeões também. A Argentina conquistaria dois títulos, em 1978 e 1986.
Os africanos chegariam a ter 3 participantes em 1994, e os asiáticos com 2 representantes. Até 1994, sempre a pontuação por vitória era de 2 pontos, que mudaria para 3 pontos a partir de 1998.
Na pontuação acumulada entre 1974 e 1994, o Brasil com 59 pontos, Alemanha (56), Itália (52), Argentina (44), Holanda (32) e Polônia (31).
No geral de todas as copas: Brasil (115 pontos), Alemanha (104), Itália (83) e Argentina (62).

De 1998 a 2018
Muitas mudanças e novidades viriam a acontecer a partir de 1998. Passávamos para 32 participantes, em 8 grupos com 4 seleções, até hoje desta forma, seguindo-se as fases eliminatórias. O desmembramento da URSS, assim como na Iugoslávia e a reunificação da Alemanha, dariam “novos” países para integrarem as seleções mundiais em eliminatórias e próximas copas. Já em 1998, a Croácia seria destaque e depois a Eslovênia, República Tcheca, Ucrânia, Sérvia/Montenegro, Bósnia e Eslováquia. Também novos participantes como Equador, Jamaica, Trinidad Tobago, Honduras, Senegal, Angola, Togo e China.
O Brasil conquistava o tetra em 1994, seguindo a decisão derrotada contra a França e o penta em 2002. Depois, o tetra da Itália (2006) e o da Alemanha (2014), e ainda o inédito título da Espanha.
A história das copas passava a ter o seleto grupo de 8 campeões mundiais, em 20 copas disputadas até 2014.
A vitória valendo 3 pontos dava outros contornos na disputa dos grupos, em busca da classificação. Chegaríamos aos 82 participantes diferentes desde 1930, alguns já extintos como Tchecoslováquia, Alemanha Oriental e Iugoslávia.
A média de gols aumentava um pouco, mas muito longe dos anos 1950 e 1960. Os maiores ataques em uma edição seria o Brasil com 18 gols em 2002 e a Alemanha com 16 gols em 2006.
Por outro lado, recordes dos goleadores foram superados, por Ronaldo Fenômeno com 15 gols em 2006, e Miraslov Klose com 16 gols em 2014. Ainda o alemão Thomas Muller (10 gols) que disputa a Copa de 2018, e David Villa (Espanha) com 9 gols.
Em 20 copas foram 836 gols (por ironia da matemática fechará com exatos 900 jogos ao final da Copa da Rússia), e 2.385 gols marcados. Na pontuação geral, Brasil (182 pontos), Alemanha (177), Itália (119) e Argentina (112).

O que já teremos de diferente para o futuro.
Divulgado esta semana o aumento de clubes para 48 seleções a partir de 2026, e a 23ª.edição em novo sistema de disputa com 16 grupos com 3 seleções. Antes, porém, na copa de 2022, no Catar, ainda com 32 participantes.
E depois ainda aguardaremos 2030, com a Copa do Centenário, quem sabe no Uruguai, em homenagem à 1ª. copa disputada.

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