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Especial: um pouco de FORMULA 1

Um pouco de Fórmula 1.

No último fim de semana começou a 69a. temporada da Fórmula Um, a categoria do Automobilismo mais conhecida no mundo e que sempre envolveu grandes somas de dinheiro.

Destes os primeiros carros em 1950, em circuitos com suas limitações de segurança e até da presença de públicos, e tantos outros desafios de logística e tecnologia, muito se transformou ao longo das décadas.

Além do mais, se antes disputavam-se até em média 10 GPs por temporada (isso aconteceu até o final dos anos 1960), atualmente são 19/21 GPs.

E lá no início, para quem pensa que as novidades viriam ao longo com a tecnologia, se engana. Nos primeiros anos desenvolviam motores diferentes, tipos de carro, e tudo acontecia de forma entusiástica. Os primeiros campeões foram surgindo, destacando o argentino Juan Manuel Fangio com total de 5 conquistas entre 1951 e 1957. Dois pilotes teriam seus nomes na história como pilotos e bom tempo de depois como nomes de Escuderia: Jak Braham e Bruce McLaren. Ainda no final dos anos 1970, o brasileiro Emerson Fittipaldi também tentaria este caminho.

E falando dos carros e seus “teams” (escuderias), somente a partir de 1958 estes também conquistariam o título da temporada, acumulando a mesma pontuação dos pilotos. Nos anos seguintes os carros também passavam por transformações em tamanho e passavam a utilizar pneus mais largos e com especificações diferentes. Esta categoria passaria a ter importância nas disputas.

Os primeiros vinte anos.
Ao longo da segunda década os aspectos de segurança ganham grande alerta pelos graves acidentes que aconteciam. Em 1968 morreria o primeiro piloto já campeão da fórmula um, Graham Hill, mas em disputa de outra categoria. Também nesta época, tivemos os primeiros contratos com patrocinadores, da indústria do tabaco. Em 20 anos, 10 pilotos diferentes seriam campeões.

A terceira década.
No início dos anos 1970 haveria uma transição de pilotos de uma geração para outra, e isso acabaria por ser natural em média de 15 em 15 anos. Pilotos como Jack Brahman, Jackie Stewart, Jim Clark e Denny Hulme iam saindo de cena para a geração de Niki Lauda, Emerson Fittipaldi, James Hunt, Mario Andretti, Jody Scheckter e Alan Jones, todos campeões mundiais. As disputas eram muito equilibradas e a quantidade de GPs ficava entre 13 e 16 por ano.
O caso mais curioso desta época foram dois modelos de carros com 6 rodas, isso mesmo, a Tyrell com 2 eixos dianteiros, e depois a Williams com 2 eixos traseiros.

Na segunda metade dos anos 1970 aconteceram fatos marcantes e trágicos. O austríaco Niki Lauda, campeão em 1975, seguia líder em 1976 quando grave acidente sofreria no GP da Alemanha, e salvo por companheiros, e após grave risco de vida quando esteve internado, retornaria ainda nas últimas, mas perderia o título para James Hunt, por 1 ponto. No ano seguinte seria bicampeão. Duas mortes aconteceriam, em 1977 morreria o brasileiro José Carlos Pace, não nas pistas, mas em acidente de monomotor no Brasil. E no ano seguinte, no circuito de Monza, o sueco Ronnie Peterson, quando disputava a liderança do campeonato.

A década de 1980
De fato, até então, os brasileiros não eram tão próximos da fórmula 1, esta já indo para sua 4a. década de disputa. O piloto Emerson Fittipaldi seria o primeiro brasileiro conquistando os títulos de 1972 e 1974, pela Lotus e pela McLaren, respectivamente. Era considerado o que corria com o regulamento da competição, pontuando, mas sem ser arrojado e determinado.

E logo no início dos anos 1980, os brasileiros realmente passariam a ter o que acompanhar, torcer e tornar as manhãs de domingos emocionantes. Ainda em 1979 era a estreia de Nelson Piquet – tricampeão em 1981, 1983 e 1987 antes de Ayrton Senna fazer o mesmo em 1988, 1990 e 1991.

Em 1994, quando a tragédia levava Ayrton Senna, os brasileiros estavam há 15 anos nas emoções de conquistas mundiais e toda aquela paixão pelas pistas, sabendo de tudo, acompanhando tudo.

E olha que três grandes rivais não davam tanto espaço, o francês Alain Prost (tetra 1985, 1986, 1989 e 1993) como também Keke Rosberg (1982) e Nigel Mansell (1992).
Sem dúvida o grande destaque desta época foram os motores turbo, o desenvolvimento de câmbio automático e a própria dinâmica dos carros. Mas os brasileiros deram show em conduta de carro, as vezes um pouco inferiores em determinados circuitos considerados rápidos.
Em 1982 duas mortes aconteceram, a do canadense Gilles Villeneuve no GP da Bélgica ao se chocar com outro piloto saindo dos boxes, e também do italiano Ricardo Palleti apenas em sua 2a.corrida, na largada do GP do Canadá.

 

Depois de 1994.
É perceptível que a fórmula 1 para os brasileiros ficou no GP de Ímola em maio de 1994. Já naquele ano o primeiro título de Michael Schumacher, bicampeão no ano seguinte. E depois ainda penta entre 2000 e 2004, num período dos mais previsíveis da história da categoria. O piloto alemão superaria praticamente todos os recordes da categoria, e aos 37 anos em final de 2006 deixaria a fórmula 1 com 7 títulos. Em 2010 retornaria para mais 3 temporadas. Em final de 2013, sofreria um gravíssimo acidente em Estação de Esqui na França. Desde então já completaram 4 anos em estado um tanto não esclarecido de “coma” para uma razoável chance de modesta evolução.

No período entre as conquistas do Schumacher alguns casos de parentescos aconteceram. Damon Hill, filho de Graham Hil tornava-se campeão em 1996, e no ano seguinte o mesmo alcançava Jacques Villeneuve, filho de Gilles de Villeneuve. Nos dois casos, os pais já falecidos. Outro parentesco aconteceria em 2005 e 2006 com Ralf irmão de Michael que não alcançou título, mais dividiram o pódio como 1o.colocados por pelo menos duas vezes. Mika Hakkinen conquistaria o bi em 1998-1999.

E a fórmula 1 desde 2005, após último título de Schumacher, vai seguindo com a última geração que vem dividindo as conquistas. Dois pilotos, o alemão Sebastian Vettel (10-11-12-13) e o inglês Lewis Hamilton de forma alternada (08, 14-15 e 17) tornam-se tetra campeões. O espanhol Fernando Alonso conquista as temporadas de 2005-2006, e mais o finlandês Kimi Haikkonen em 2007, o inglês Jenson Button em 2009, e mais outro caso de filho de piloto, o alemão Nico Rosberg em 2016, igualando a conquista de Keke Rosberg de 1982.

Atualidade
A fórmula 1 hoje, com certeza, muito diferente de outras épocas, vai seguindo com a predominância de equipes como a Mercedes e a Red Bull, nomes muito diferentes de tradicionais escuderias como a Lotus, Ferrari, MacLaren e Williams, grande ícones de longo períodos de participações.
Os carros hoje são com energia em baterias elétricas, recarregáveis e motores turcocompressores. A tecnologia está presente em tudo, tanto no controle de boxes assim como nos carros.
Quanto a nós brasileiros, não mais tivemos pilotos fora de série. Rubens Barriquello e Felipe Massa apesar das expectativas nas categorias antes da fórmula 1, não chegaram perto do que Piquet e Senna fizeram.
No próximo ano, a 70a. temporada da fórmula 1, que vai ficando cada vez mais para os Europeus.

EM RESUMO
Quantidade de títulos: Reino Unido (17), Alemanha (12), Brasil (8), Argentina (5),
França, Áustria, Austrália e Finlândia com 4 conquistas cada. Itália 3 títulos, mais Espanha e Estados Unidos com 2 títulos cada. Fechando a relação, Canadá, África do Sul e Nova Zelândia com apenas 1 título de campeão da fórmula 1.

E pra quem gosta de números, em 27/5 deste ano, no mais charmoso circuito da fórmula 1, em Mônaco, será disputado o 1000 GP.

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