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Maracanã, 70 anos. História, números e fatos.

Maracanã 70 anos.
Para aqueles que já tem algumas décadas envolvidas com o futebol, seja torcedor, jornalista, dirigente ou jogador, podemos dizer que 70 anos não é nada, pois as lembranças do que vivemos com o futebol podem ir vindo a cada minuto.

Nesta semana, o Maracanã completou seus 70 anos, nascido numa época já distante na realidade do futebol. O futebol aqui no Brasil havia começado na virada do século XIX para o século XX, com seus clubes, com o campeonato paulista a partir de 1902, com o 1º.título de nossa seleção em 1919, no Campeonato Sul Americano, o Estádio das Laranjeiras (1919), Estádio de São Januário (1927), a Copa do Mundo de 1930 e a Era do profissionalismo a partir dos anos 1930.

Na vida humana, pessoas especiais e momentos tênues avançam anos na história. Os descobridores do século XV, a penicilina, as ondas do rádio, o homem “voando”, e muito depois o homem na “lua” depois de duas guerras mundiais. E foi justamente pela 2ª.guerra mundial, que de certa forma o Rio de Janeiro e o Brasil viriam o surgimento do “maior Estádio do Mundo”.

Já haviam sido disputadas três Copas, em 1930, 1934 e 1938, interrompida em 1942 e 1946 com a guerra. O retorno seria – mantendo o intervalo de 4 anos – em 1950, e o Brasil escolhido como sede.

Projeto e Construção
Localizado no bairro Maracanã, surgido com este nome pelas aves maracanã-guaçu, numa região considerada como bairro Tijuca, e também com a existência do rio maracanã, o Estádio começou a ser construído em 2 de agosto de 1948 e sua inauguração acontecia em 16/06/1950 em partida amistosa entre as seleções do Rio de Janeiro e de São Paulo, vencida pelos paulistas por 3×1.

Anos 1950 e 1960
Menos de 1 mês após a decisão da Copa de 1950, o Estádio passa a ser utilizado pelos clubes cariocas no campeonato que começava em 12/8. Os grandes clássicos cariocas e seus primeiros confrontos aconteceram como a seguir:

13/08/1950 – América 4×2 Botafogo
26/08/1950 – América 3×1 Fluminense
03/09/1950 – Vasco 2×3 América
16/09/1950 – Fluminense 1×0 Botafogo
17/09/1950 – América 2×2 Flamengo
24/09/1950 – Vasco 2×1 Flamengo
01/10/1950 – Fluminense 2×1 Vasco
08/10/1950 – Botafogo 1×0 Vasco
15/10/1950 – Botafogo 1×0 Flamengo
22/10/1950 – Fluminense 2×1 Flamengo

Porém o primeiro campeão carioca somente sairia já em 1951, quando o Vasco venceria por 2×1 ao América na última rodada. Naquelas duas primeiras décadas, Botafogo e Flamengo conquistariam 5 títulos cada (o Flamengo tricampeão 1954-1955-1956), Fluminense e Vasco com 4 títulos cada, e ainda o América em 1960 e o Bangu em 1966. Os 6 clubes mais importantes do futebol carioca comemoravam seus título na Era Maracanã.

O sistema de disputa do Carioca geralmente eram dois turnos corridos, com algumas variações como uma Fase Final em 1953, 1954 e 1955, e por apenas 3 oportunidades, decisões extras. Era comum também os campeonatos conhecerem seus campeões no início do ano seguinte.

1951 – decisão extra – 13/1/52 – Bangu 0x1 Fluminense e 20/1/52 – Fluminense 2×0 Bangu.
1958 – decisão extra – 20/12 – Vasco 2×0 Flamengo, 27/12 – Flamengo 2×1 Botafogo e 3/1/59 – Botafogo 1×0 Vasco. Como terminaram empatados em pontos, fizeram novos confrontos denominados de Supercampeonato.
10/1 – Vasco 2×1 Botafogo, 14/1 – Botafogo 2×2 Flamengo e 17/1 – Flamengo 1×1 Vasco.

Nos anos 1960, decisão extra somente em 1964, – 16/12 – Bangu 0x1 Fluminense, 20/12 – Fluminense 3×1 Bangu. O Botafogo conquistaria dois bicampeonatos (1961-1962 e 1967-1968) e a partir de 1965 era criada a Taça Guanabara, em disputa independente pelo menos até 1971. Nos anos seguintes seguiria equivalente ao 1º.turno do campeonato.

Os anos 1970 seriam mágicos para o futebol carioca. Para o Flamengo, Zico, para o Vasco, Roberto Dinamite, tornariam grandes craques de seus times e realizariam grandes confrontos entre os dois times. O Fluminense conquistaria 4 títulos (1971-1973-1975-1976), o Flamengo também (1972-1974-1978-1979), o Vasco outros dois (1970-1977) e somente o Botafogo passaria em branco. Não esquecendo que em 1979, também foi realizado o Campeonato Estadual, conquistado pelo Flamengo. A seguir os públicos que superaram os 100 mil pagantes:

01/05/1970 – Taça Guanabara – Flamengo 0x0 Vasco – 162.354
31/05/1970 – Taça Guanabara – Botafogo 1×1 Vasco e Fluminense 1×1 Flamengo – 106.515
02/08/1970 – Camp.Carioca – Fluminense 2×0 Flamengo – 138.599
14/03/1971 – Camp.Carioca – Flamengo 0x2 Botafogo – 142.892
04/04/1971 – Camp.Carioca – Flamengo 0x0 Fluminense – 112.415
27/06/1971 – Camp.Carioca – Botafogo 0x1 Fluminense – 142.339
26/03/1972 – Camp.Carioca – Flamengo 0x0 Botafogo – 137.261
22/04/1972 – Camp.Carioca – Flamengo 5×2 Fluminense – 137.002
23/07/1972 – Camp.Carioca – Vasco 2×1 Botafogo e Flamengo 0x1 Fluminense – 101.893
07/09/1972 – Camp.Carioca – Fluminense 1×2 Flamengo – 136.829
25/07/1973 – Camp.Carioca – Vasco 0x0 Fluminense (pr.0x1) – 101.363
22/12/1974 – Camp.Carioca – Vasco 0x0 Flamengo – 165.358
20/04/1975 – Camp.Carioca – Fluminense 2×1 Botafogo – 109.705
07/08/1975 – Camp.Carioca – Flamengo 0x1 Vasco – 125.988
17/08/1975 – Camp.Carioca – Botafogo 1×0 Fluminense – 107.703
04/04/1976 – Camp.Carioca – Flamengo 3×1 Vasco – 174.170
18/04/1976 – Camp.Carioca – Botafogo 0x1 Flamengo – 127.849
16/05/1976 – Camp.Carioca – Flamengo 0x0 Fluminense – 155.116
13/06/1976 – Camp.Carioca – Flamengo 1×1 Vasco – 133.444
11/07/1976 – Camp.Carioca – Flamengo 0x2 Botafogo – 114.136
29/08/1976 – Camp.Carioca – Fluminense 2×2 Vasco – 127.123
03/10/1976 – Camp.Carioca – Fluminense 0x0 Vasco (pr.1×0) – 127.052
07/11/1976 – Camp.Brasileiro – Flamengo 0x1 Fluminense – 109.919
17/04/1977 – Camp.Carioca – Botafogo 1×2 Flamengo – 129.794
24/04/1977 – Camp.Carioca – Vasco 3×0 Flamengo – 134.787
29/05/1977 – Camp.Carioca – Botafogo 0x2 Vasco – 131.741
07/08/1977 – Camp.Carioca – Flamengo 0x0 Vasco – 104.560
28/08/1977 – Camp.Carioca – Fluminense 0x2 Flamengo – 114.277
28/09/1977 – Camp.Carioca – Flamengo 0x0 Vasco (pr.0x0 pe.4×5) – 152.059
29/01/1978 – Camp.Brasileiro – Vasco 0x0 Flamengo – 102.322
17/09/1978 – Camp.Carioca – Vasco 0x0 Flamengo – 120.655
08/10/1978 – Camp.Carioca – Flamengo 1×1 Botafogo – 112.330
03/12/1978 – Camp.Carioca – Flamengo 1×0 Vasco – 120.433
04/03/1979 – Camp.Carioca – Flamengo 1×1 Vasco – 109.545
11/03/1979 – Camp.Carioca – Flamengo 1×1 Fluminense – 103.843
18/03/1979 – Camp.Carioca – Flamengo 3×0 Botafogo – 128.106
15/04/1979 – Camp.Carioca – Vasco 1×2 Flamengo – 122.596
22/04/1979 – Camp.Carioca – Flamengo 1×1 Fluminense – 138.557
29/04/1979 – Camp.Carioca – Botafogo 2×2 Flamengo – 158.477
03/06/1979 – Camp.Estadual – Flamengo 0x1 Botafogo – 139.098
23/09/1979 – Camp.Estadual – Flamengo 1×0 Fluminense – 124.432
14/10/1979 – Camp.Estadual – Flamengo 0x3 Fluminense – 100.010
28/10/1979 – Camp.Estadual – Flamengo 3×2 Vasco – 115.934

É indiscutível o sucesso de público neste período, com 43 clássicos com público superior aos 100 mil, geralmente de rodadas finais de turnos e decisões que muito aconteciam, em função dos regulamentos que muitas vezes tinham 3 turnos e mais fases decisivas.
Também entre 1975 e 1977 com o troca-troca de jogadores, muita motivação surgia nas torcidas. O Flamengo e sua grande torcida, a excelente fase em 1978/1979, simplesmente superou o público em 14 clássicos neste dois anos. Contra o Vasco, denominado o Clássico dos Milhões.
A partir dos 1980, ainda teríamos muitos públicos superiores aos 100 mil, mas muito menos em relação aos anos 1970. Já a partir dos anos 2000 com a redução da capacidade do Estádio, isto se tornaria impossível.

Campeões Nacionais no Maracanã
Desde a Taça Brasil (1959-1968), do Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1967-1970), passando pelo Brasileiro (desde 1971) e também a Copa do Brasil (desde 1989), alguns campeões comemoraram o título no Estádio.

17/12/1962 – Taça Brasil – Botafogo 0x5 Santos – 70.324
19/12/1964 – Taça Brasil – Flamengo 0x0 Santos – 52.508
08/12/1965 – Taça Brasil – Vasco 0x1 Santos – 38.788
11/12/1968 – Roberto Gomes Pedrosa – Vasco 1×2 Santos
04/10/1969 – Taça Brasil – Botafogo 4×0 Fortaleza – 13.588
20/12/1970 – Roberto Gomes Pedrosa – Fluminense 1×1 Atlético-MG
19/12/1971 – Camp.Brasileiro – Botafogo 0x1 Atlético-MG
01/08/1974 – Camp.Brasileiro – Vasco 2×1 Cruzeiro – 112.993
01/06/1980 – Taça de Ouro – Flamengo 3×2 Atlético-MG – 154.355
29/05/1983 – Taça de Ouro – Flamengo 3×0 Santos – 155.523
27/05/1984 – Taça de Ouro – Fluminense 0x0 Vasco – 128.781
31/07/1985 – Camp.Brasileiro – Bangu 1×1 Coritiba (pr.0x0 pe.5×6) – 91.527
13/12/1987 – Copa União – Flamengo 1×0 Internacional – 91.084
19/07/1992 – Camp.Brasileiro – Botafogo 2×2 Flamengo – 122.001
22/05/1997 – Copa do Brasil – Flamengo 2×2 Grêmio
21/12/1997 – Camp.Brasileiro – Vasco 0x0 Palmeiras – 89.200
27/06/1999 – Copa do Brasil – Botafogo 0x0 Juventude-RS – 101.581
18/01/2001 – Copa João Havelange – Vasco 3×1 São Caetano – 31.761
30/06/2004 – Copa do Brasil – Flamengo 0x2 Santo André
26/07/2006 – Copa do Brasil – Vasco 0x1 Flamengo
06/12/2009 – Camp.Brasileiro – Flamengo 2×1 Grêmio – 84.448
27/11/2013 – Copa do Brasil – Flamengo 2×0 Atlético-PR

Decisões de Competições Internacionais
O Estádio também serviu de palco para campeões internacionais, em competições sul-americanas e mundiais.

16/11/1963 – Mundial Interclubes – Santos 1×0 Milan
29/09/1993 – Copa Conmebol – Botafogo 2×2 Penarol (pe.3×1)
06/12/1995 – Supercopa da América – Flamengo 1×0 Independiente
14/12/2000 – Mundial de Clubes FIFA – Vasco 0x0 Corinthians (pe.3×4)
02/07/2008 – Taça Libertadores – Fluminense 3×1 LDU Quito (pr.0x0 pe.1×3) – 86.027
02/12/2009 – Copa Sul-Americana – Fluminense 3×0 LDU Quito
13/12/2017 – Copa Sul-Americana – Flamengo 1×1 Independiente

O Maracanã para seu torcedor.
Ao longo de suas décadas o Estádio passou por períodos em que seus espaços foram modificados. Entre 1950 e 1978, sua estética permanecia a mesma, seus acessos pelas duas rampas principais. Internamente, o grande anel da arquibancada, com certa projeção coberta, abaixo as cadeiras especiais que se projetavam próxima da “geral”, local com pequenos degraus em que os torcedores assistiam às partidas em pé. Entre estes dois setores um fosso com cerca de 3 metros, e outro também entre a “geral” e o gramado. A seguir algumas modificações.

1979 – inauguração do placar eletrônico (estrutura retangular, disponibilizando à esquerda um painel para informações dos gols, artilheiro e geralmente permanecendo com a inscrição Suderj – ao centro o tempo de jogo e a temperatura ambiente – à direita os times do confronto e o placar da partida) em substituição ao antigo placar, em estrutura retangular comprida, com a inscrição dos times (muitas vezes abreviado) nas extremidades esquerda e direita, e no centro o placar.

1983 – a Geral recebe um enchimento de cerca de 25 cm na altura de forma a melhorar a visibilidade do campo.

1992 – na decisão do Brasileiro entre Botafogo e Flamengo parte da grade de proteção da arquibancada cede e ferindo 82 torcedores e com a morte de 3 jovens. O Estádio ficaria interditado por cerca de 7 meses.

1999 – no mês de março, no jogo Vasco 3×0 Fluminense pelo campeonato estadual, o último público superior a 100 mil. Foram 105.500 torcedores presentes. O Estádio entra em reforma. Nas arquibancadas são instalados assentos e dividido em 3 setores, com grades separatórias.

2002 – considerado o pior campeonato estadual da história, quando os grandes clubes utilizaram jogadores mesclados com reservas e categorias de base, durante um bom tempo, grandes andaimes estavam montados e partes da arquibancada, em trechos isolados.

2005-2006 – o estádio fica fechado por cerca de 8 meses, em outra reforma. A tradicional geral (1950-2005) deixa de existir, com o setor das cadeiras abaixo das arquibancadas além de elevar o nível se projetando até a área da geral. O campo sofre um rebaixamento entre 1,50 a 2,00 metros. Também em 2007, o placar anterior (1979-2005) é substituído por painel de LCD colorido. Por esta reforma, a decisão da Copa do Brasil de 2005 entre Fluminense x Paulista seria realizada em São Januário. A re-inauguração acontece no início de 2006 com o clássico Botafogo 5×3 Vasco.

2010 – em agosto, a última partida no Estádio, entre Vasco x Fluminense pelo Campeonato Brasileiro. A partir daí o Estádio sofreria sua maior reforma em todos os sentidos. Desde a marquise superior, as arquibancadas (não parte de sua estrutura contígua com a estrutura externa), e tudo mais deixam de existir. Uma modernização completa passando haver apenas arquibancadas no estilo “arena”, e toda infra-estrutura tecnológica, acessibilidade e padrões modernos. O Estádio ficaria pronto para a Copa das Confederações em 2013.

As conquistas da Seleção e outros títulos.
Em 2013 a seleção brasileira conquista a Copa das Federações decidindo contra a Espanha. Em 2016, conquista as Olimpíadas contra a Alemanha e em 2019, mais um título da Copa América contra o Peru.
Antes disso, em 1972 o Brasil conquistava a Taça Independência contra Portugal e a Copa América de 1989 contra o Uruguai. Outros campeões, em 1950, o Uruguai campeão da Copa do Mundo, o mesmo acontecendo em 2014 com a Alemanha vencendo a Argentina.

COPA DO MUNDO 1950
Primeira Fase
24/06/1950 – Brasil 4×0 México – 81.849
25/06/1950 – Inglaterra 2×0 Chile – 29.703
28/06/1950 – Chile 0x2 Espanha – 19.790
01/07/1950 – Brasil 2×0 Iugoslávia – 142.429
02/07/1950 – Espanha 1×0 Iugoslávia – 74.462
Fase Final
09/07/1950 – Brasil 7×1 Suécia – 138.886
13/07/1950 – Espanha 1×6 Brasil – 152.772
16/07/1950 – Brasil 1×2 Uruguai – 199.854

TAÇA INDEPENDENCIA – 1972
Finais
09/07/1972 – Iugoslávia 4×2 Argentina (preliminar) e Brasil 1×0 Portugal (Maracanã – 99.138)

COPA AMÉRICA – 1989
Fase Final
12/07/1989 – Paraguai 0x3 Uruguai (preliminar) e Argentina 0x2 Brasil – 89.608
14/07/1989 – Uruguai 2×0 Argentina (preliminar) e Brasil 3×0 Paraguai – 64.495
16/07/1989 – Argentina 0x0 Paraguai (preliminar) e Brasil 1×0 Uruguai – 132.743

COPA DAS CONFEDERAÇÕES – 2013
Primeira Fase
16/06/2013 – México 1×2 Itália – 71.527
20/06/2013 – Espanha 10×0 Tahiti – 71.806
Decisão
30/06/2013 – Brasil 3×0 Espanha – 73.531

COPA DO MUNDO – 2014
Primeira Fase
15/06/2014 – Argentina 2×1 Bósnia-Herzegovina – 74.738
18/06/2014 – Espanha 0x2 Chile – 74.101
22/06/2014 – Bélgica 1×0 Rússia – 73.819
25/06/2014 – Equador 0x0 França – 73.749
Oitavas de Finais
28/06/2014 – Colômbia 2×0 Uruguai – 73.804
Quartas de Finais
04/07/2014 – França 0x1 Alemanha – 74.240
Decisão
13/07/2014 – Alemanha 1×0 Argentina – 74.738

JOGOS OLÍMPICOS – 2016
Semifinal Masculino
17/08/2016 – Brasil 6×0 Honduras – 52.457
Decisão Masculino
20/08/2016 – Brasil 1×1 Alemanha (pe.5×4) – 63.707

COPA AMÉRICA – 2019
Primeira Fase
16/06/2019 – Paraguai 2×2 Catar – 19.071
18/06/2019 – Bolívia 1×3 Peru – 26.358
24/06/2019 – Chile 0x1 Uruguai – 57.442
Quartas de Finais
28/06/2019 – Venezuela 0x2 Argentina – 50.092
Decisão
07/07/2019 – Brasil 3×1 Peru – 58.584

EM ELIMINATÓRIAS (maiores públicos)
21/03/1954 – Brasil 4×1 Paraguai – 174.599 (presentes 195.513)
31/08/1969 – Brasil 1×0 Paraguai – 183.341 (presentes 194.603)
09/03/1977 – Brasil 6×0 Colômbia (162.764)
25/06/1985 – Brasil 1×1 Paraguai (139.923)

Museu, Calçada e Eventos
O Estádio tem seu aspecto cultural. Em 2000 foi inaugurada a “calçada da fama”, em que grandes jogadores que atuaram fizessem a marca de seus pés em “cimento”. Dois casos são interessantes, o jogador Garrincha (falecido em 1983) que tem suas chuteiras e camisa no local, e o goleiro Manga que tem suas “mãos” no cimento.
Em 2006 é inaugurado o Museu de Esportes Mané Garrincha – Museu do Futebol, para registrar a história do Estádio. Uniformes da Seleção, a bola que Pelé fez o 1000 gol, dentre outros.
Entre bustos e estátuas tem-se no Maracanã o busto de Zagallo, Garrincha e Mário Filho. Já estátuas, tem-se a de Belini (campeão do mundo em 1962), Zico o maior artilheiro e de um jogador simbólico erguendo a Taça Jules Rimet.
Em 1951 o estádio recebe uma luta de vale-tudo entre um brasileiro e um japonês. Em 1952, a equipe de vôlei-show dos Harlem Globetrotters se apresentam e em 1983, um desafio de vôlei masculino entre Brasil x URSS.
Em 1980, o papa João Paulo II realiza uma grande missa campal, e nos anos seguintes grandes nomes da música como Kiss (1983), Sting (1987), Tina Tuner (1988 com recorde mundial de público de 188 mil), Xuxa (1988), Paul McCArtney (1990 com outro recorde para cantor solo com 200 mil), o Rock in Rio (1991), Madonna (1993), Hollywood Rock (1995, com Rolling Stones) dentre outros como The Police (2007), Madonna (2008) e Roberto Carlos (2009). Os últimos aconteceram em 2016 com os Rolings Stones e o Coldplay e também a banda Foo Fighters.

Informações e jargões
Antes da tecnologia do século XXI a TV esteve presente ao longo destas décadas no futebol do Maracanã. Mas, aqueles mais antigos jamais esqueceram do “rádio de pilha” que ironicamente por vezes se tornou um objeto a ser lançado em qualquer direção, por uma decepção qualquer do jogo.
Mas era através do rádio que os “jargões” dos narradores ficaram na memória. Dos mais conhecidos narradores no futebol carioca, Jorge Curi com seu “atirou golaaaaçooooo” e seu “longo” gooooollllll; do Valdir Amaral com seu “tem peixe na rede do ……” e “estão tremuladas as bandeiras do …….”, até José Carlos Araújo com sua narração veloz e “atirou entrou…..golão golão golão”. Também as vinhetas das rádios que ecoavam nas tardes de domingo.
Antes e durante as partidas, as referências para a partida. Como está o transito na Radial Oeste, no gol da Estrada de Ferro, no gol do Viaduto Oduvaldo Cozzi, pela rampa do Belini ou rampa da UERJ, além da descrição dos uniformes dos times ao entrar em campo.

Ausência
Algumas coisas não tem como não considerar que o Maracanã merecia. Se o Pelé fez o 1000º gol, e foi campeão pelo Santos, não foi campeão pela Seleção na Taça Independência em 1972, pois havia despedido da seleção no ano anterior.
Nosso país sediou a Copa do Mundo duas vezes, e não conseguimos ser campeão de Copa no Maracanã.
O eterno Fla-Flu que era disputado nas Laranjeiras e na Gávea, passaria a ter o Maracanã como palco, grandes públicos e decisões. Porém seu Centenário foi comemorado no Engenhão em 2012.
Dos clubes cariocas em conquistar um título internacional, somente o Botafogo conquistou a Conmebol em 1993. Flamengo e Fluminense foram vices duas vezes (Libertadores, Supercopa e Sul-Americana) e o Vasco um vice com o Mundial da FIFA. Santos e Corinthians foram campeões no Maracanã.

Presença
Aos amigos do SiteFUTEBOL posso revelar que em diversos momentos estive neste Estádio, a primeira vez em 05/10/1975, aos 11 anos, no clássico Fluminense x Botafogo. Muitos outros clássicos lá estive. Assisti muitos Fla-Flu, Flamengo x Vasco também. Vi gols do Zico, do Roberto, do Bebeto, do Romário, e tantos outros.
Assisti a Tina Tuner e o Paul McCartney.
Assisti Fla-Flu numa segunda-feira e possivelmente algum jogo nos outros dias da semana. Jogos à tarde, à noite, com sol, com chuva, com 10 mil, 50 mil, 100 mil e 155 mil com certeza. Estive na Geral, nas cadeiras especiais, nas arquibancadas, e na tribuna.
Indo para o Estádio, já estacionei sobre as arquibancadas ou no pátio interno, nas ruas próximas, já fui de ônibus, metrô e van. Já utilizei bilhete de “papel”, ou aqueles “plásticos” que ficavam picotados e também cartões magnéticos.
Muitas vezes fui sozinho, mas lá em companhia de milhares, já fui com amigos e a família.
Já fui muitas vezes campeão, e poucas vezes vice, meu time goleou e foi goleado, senti tristeza pela derrota ou a felicidade da vitória.
Obrigado Maracanã por tudo isso, pois sou um dos milhares que por lá passou.

Os últimos anos
Este “novo Maracanã” nascia em outra época, de investimentos e consórcios que objetivam o retorno financeiro, o lucro. Assim, desde 2013, a gestão era empresarial e por diversos fatores do futebol brasileiro (calendário, campeonatos, custo do ingresso, motivação de torcedores) não se conseguiu uma média necessária de público para que os valores agregados de um Estádio em funcionamento alcance os “números” pretendidos para que a gestão permanecesse saudável.
Após os Jogos Olímpicos de 2016, o Consórcio Maracanã S/A não mais desejou administrar. A Prefeitura do Rio de Janeiro absorve a situação e durante o ano de 2017 a situação do Maracanã se torna deficiente em suas manutenções, inclusive com débitos para as concessionárias.
Em todo este período pós 2013, Flamengo e Fluminense fizeram seus acordos em que o Flamengo recebia percentual da arrecadação, enquanto a opção do Fluminense era ter um setor exclusivo seu, e um pequeno percentual da arrecadação total. Já Botafogo e Vasco praticamente ficaram distante disso tudo, coincidindo até com as fases dos clubes que estiveram rebaixados para a 2ª.divisão do brasileiro entre 2014 e 2016.
Atualmente, Flamengo e Fluminense administram em parceria, e a tendência e seguir desta forma. Para o Flamengo, que teve o ano de 2019 de forma espetacular em público e arrecadação, tem sido positivo. O Fluminense sofre com seus problemas financeiros e administrativos.

Que venham mais décadas para este “senhor” de 70 anos, inteiro, histórico, único.

FOTO: imortaisdofutebol.com

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