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O que aconteceu de interessante nos Estaduais 2019.

Estaduais 2019.
O calendário brasileiro dos campeonatos estaduais praticamente encerrou-se agora no final do mês de abril, com mais dois campeões, o 10º.título do simpático Vitória-ES da capital capixaba, que encurtou em 12 anos da sua últimas conquistas, em 2006, 1976 e 1956, e antes um único bicampeonato em 1932-1933. Ao Real Noroeste, o bi-vice estadual. Destacando também que desde 2006, o Vitória conquistou por 3 vezes a Copa Espírito Santo, em 2009, 2010 e 2018, e também a 2ª.divisão estadual em 2009 e 2016.

OS TRI-CAMPEÕES
Lá no Amazonas, um dos tricampeões do ano foi o “jovem” Manaus, fundado 2013 e seu 3 títulos estaduais. O Fast Clube ficou com o bi vice, depois de ter sido campeão 2016, quebrando um tabu de 44 anos.
Um outro “tri” foram o Corinthians (anteriormente foi tri em 1922-1923-1924 e também em 1937-1938-1939. O vice São Paulo continua na fila desde 2005, somando já 14 anos sem o estadual, quando foi alcançado pelo Santos, ambos com 22 títulos (o Santos foi bi 2006-2007, tri 2010-2011-2012 e bi 2015-2016). Não esquecendo que o Palmeiras também já tem 11 anos na fila.
Mais outro tricampeão foi da Paraíba, o Botafogo que alcançou então seu 32º.título estadual da história. Por sinal, nos últimos 8 anos somente Botafogo e Campinense (o bi vice atual) vem conquistando as taças.

JOVENS CLUBES
Um campeão inédito saiu no Sergipe com a surpresa Frei Paulistano, da cidade Frei Paulo que foi fundado em 2016 e estava há 3 anos na 1ª.divisão depois de conquistar a 2ª.divisão em 2016. Fez campanha razoável na primeira fase do Sergipano e na Fase Final garantiu vaga na decisão com 1 rodada de antecedência. Venceu os dois jogos contra o Itabaiana, que pela 4ª.vez consecutiva amargou o vice estadual.
Outro jovem clube, o Altos do Piauí (2015) era o atual bicampeão, mas não resistiu ao tradicional River que venceu por 3×2 e 3×0. Anteriormente as conquistas do Altos, o River havia sido tricampeão. A fila para os mais tradicionais clubes vai ficando longa: Flamengo (2009), Tiradentes (desativado – 1990) e Piauí (1985). Nestas últimas décadas os título vão ficando com Picos (4x), Parnaíba (5x), 4 de Julho (3x) e mais Cori-Sabbá, Barras e Comercial.

REGIÃO CENTRO-OESTE
Outro clube relativamente novo que vem em hegemonia em seu estado é o Cuiabá, que foi fundado em 2001 através da Escola de Futebol do ex-jogador Gaúcho, atacante que jogou no Palmeiras e Flamengo – falecido em 2016, e que desde 2003 já conquistou 9 títulos estaduais, com dois tricampeonatos entre 2014-2015-2016 e agora desde 2017. Já se tornou o 2º.maior vencedor do campeonato mato-grossense, atrás apenas do Mixto com 24 títulos. Lembrando aqui a história do Operário-VG (9), Operário-EC (3) e Operário-FC (2), além do Operário-CG (4).

Indo para o visito Mato Grosso do Sul, que comemorou ser 40º.ano de campeonato estadual, o Águia Negra conquistou seu 3º.título em 12 anos. O Aquidauanense já tinha sido vice em 2011, contra o Nova Esperança – o clube da Seita do Reverendo Moom, que faleceu em 2012 e o clube que estava tendo uma hegemonia de conquistas, somente seria campeão em 2013-2014 e um rebaixamento em 2015, desde então longe das competições.
Neste ano o Novoperário, após 7 anos 1ª.divisão, foi rebaixado – o clube derivado do Operário, que esteve dois anos suspenso entre 2011-2013 e que foi campeão em 2018.

DECISÕES COM TIME SURPRESA
Em alguns estados, clubes surpreenderam ao chegar até a decisão, batendo de frente com clubes tradicionais. O Toledo-FC do Paraná enfrentou o Atlético (Athlético em 2019) e vendeu caro o título que saiu nos pênaltis, enquanto o Bahia de Feira teve um pênalti durante o confronto contra o Bahia em Salvador que poderia ter mudado o rumo da decisão, mas ficou também com o vice.
Em Santa Catarina, não bem uma surpresa, pois a Chapecoense tem sido forte na sua 4ª.decisão, com o 2º.vice após perder no pênaltis para o Avaí, com direito a verificado do VAR nas cobranças de penalidades.
No Pará, o Independente, campeão de 2011 na decisão contra o Paysandu – passou por este nas semifinais – nesta vez teve que enfrentar o Remo, e até que venceu a 1ª.partida por 1×0. Na partida final, perdia por 1×0 e tomou o 2º.gol há 5 minutos do fim. O Remo então supera o Paysandu em 46×45 títulos e ficando o Paysandu na 3ª.colocação do estadual após perder nos pênaltis para o Bragantino.
E no Maranhão, pelo 2º.ano seguido, Moto Clube x Imperatriz decidiram o campeonato, desta vez o título ficando com o time do interior, sua 3ª.conquista desde 2005.

OS CLÁSSICOS RIVAIS
Em outros 9 Estados a decisão foi entre rivais, nos clássicos estaduais. No Rio, o Flamengo venceu duas vezes ao Vasco e chegou ao seu 34º.título e completou o décimo ano como maior campeão estadual, quando em 2009 superava o Fluminense em 31×30 conquistas. Entretanto, nos 106 anos anteriores o Fluminense sempre foi o maior campeão carioca. Em Minas Gerais, Cruzeiro x Atlético na decisão e o título do Cruzeiro. No sul, o Gre-Nal e o bicampeonato do tricolor.

No Nordeste, Fortaleza x Ceará com duas vitórias do tricolor, atrás ainda em total de títulos: 42×45 para o Ceará. No Recife, o Náutico tentou o bi, vencendo a 2ª.partida (perdeu a 1ª.) mas foi superado pelo Sport nos pênaltis.
Nas Alagoas, novamente CSA x CRB e o bicampeonato do CSA, em grande fase nos últimos anos, com a ascensão desde a 4ª.divisão, o título da 3ª.divisão e este ano na principal divisão do brasileiro. Foi o 4º.ano consecutivo que ambos decidiram o estadual, com 2 títulos para cada um, com o CSA chegando ao 41º. e o CRB permanecendo com seus 28 campeonatos.
Ainda no Rio Grande do Norte, o América quebrou a sequência do tri do rival ABC, e conquistou seu 36º.título, porém muito atrás do ABC que é o maior campeão brasileiro em Estaduais com 55 taças.

E voltando ao Centro-Oeste, o clássico Atlético x Goiás decidiu o campeonato e o rubro-negro venceu os dois jogos chegando aos 14 títulos estaduais. Essa conquista igual o Atlético ao Goiânia que foi o maior campeão estadual entre 1938 e 1997 quando foi superado pelo Goiás, e depois superado pelo Vila Nova em 2005. E justamente em 2019 quando o Goiânia retornava da 2ª.divisão após uma década, o clube assistiu ao Atlético igualar sua marca que foi alcança no longínquo ano de 1974, há 45 anos atrás, quando os rivais tinham Atlético (7), Vila Nova (5) e Goiás (3), inclusive este último sendo seu vice daquele título. Neste campeonato de 2019 a interessante participação dos 4 clube tradicionais do Estado que formaram as semifinais Atlético x Vila Nova e Goiás x Goiânia antes da decisão.

Ainda no Distrito Federal, em seu 60º. de disputa, o Gama conquistou seu 12º.título na decisão contra o Brasiliense. O profissionalismo veio a partir de 1964 e nos anos 1970 destacavam-se Brasília (por muitos anos o maior campeão, em 1987 com 8 títulos, superado pelo Gama em 2001), Gama e Taguatinga (este que chegou a ser tricampeão entre 1991-1993, e depois de quase 20 anos longe do campeonato retornou justamente agora em 2019), e já nos anos 2000 com a supremacia do Brasiliense com 9 conquistas, tendo também superado o Brasília em 2017.

OUTROS ESTADOS
E finalizando nossa pesquisa, mais alguns campeões:
ACRE – mais um título do Atlético, o 3º. nos últimos 4 anos, sobre o Galvez, um bi vice estadual. Na frente do Atlético, em conquistas, temos o Independência (12), o Juventus (14) e o maior campeão o Rio Branco (31).
RONDONIA – frente a frente o maio campeão, o Ji-Paraná com 9 títulos e o jovem de apenas 1 ano de existência (2017), o Vilhenense, e este conquistava seu 1º.título. Por sinal nos últimos anos outros clubes fundados também foram campeões como o Rondoniense (2016) e o Real Desportivo (2017-2018).
RORAIMA – ainda em disputa, com o São Raimundo já vencedor do 1º.turno e a decisão do 2º.turno entre GAS x Baré. O São Raimundo é o atual tricampeão, com os mesmos 9 títulos do Baré, podendo haver uma decisão entre eles. O maior campeão é o Atl.Roraima com 18 títulos, que este ano perdeu o 1º.turno para o São Raimundo e foi derrotado nas semifinais do 2º.turno pelo Baré.
TOCANTINS – Ainda em andamento em sua primeira fase, com 11 participantes divididos em dois grupos.
AMAPÁ – ainda sem previsão de início.

FOTO: jornalosul

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