InícioMomento HistóricoParticipações de clubes em comp.nacionais 1959-2020, parte 2/5.

Participações de clubes em comp.nacionais 1959-2020, parte 2/5.

Quais clubes participaram das Competições Nacionais 1959-2020 – parte 2/5.

Neste ano atípico de Pandemia, também aqui no nosso futebol nacional, a CBF alterou o sistema de disputa da 4ª.divisão, que teve sua 1ª.edição em 2009. O surgimento desta divisão vinha naquela época – antes os pontos corridos da 1ª.divisão em 2003, e na 2ª.divisão em 2006 – de limitar à 20 clubes na 3ª.divisão e então a necessidade da 4ª.divisão nacional.
O critério de sua criação foi direto na 3ª.divisão de 2008, quando os 20 melhores colocados (na verdade os 16 melhores além dos 4 que subiram e com os 4 que caíram da 2ª.divisão de pontos corridos de 2008. Seguimos com nossa pesquisa no período entre 1980 e 1991.

OBS: devido a grande quantidade de texto para estas publicações, ampliamos para 5 partes, portanto esta fica como parte 2/5.

Anos 1980 até início dos anos 1990.
A CBF – Confederação Brasileira de Futebol havia sido criada a partir de 1 de janeiro de 1980, especificamente para o futebol já que o futebol brasileiro até então era coordenado pela CBD – Confederação Brasileira de Desportos, instituição que também coordenava outros esportes no país, como vôlei, basquete, etc…

E depois dos quase 100 clubes em 1979, para 1980 iniciava a Taça de Ouro com 40 clubes e também a Taça de Prata. Isso seguiria pelos anos 1980, e posteriormente as nomenclaturas de 1ª., 2ª. e 3ª. divisões (isoladamente em 1981 e 1988) e depois a partir de 1990.
Nos campeonatos brasileiros do início dos anos 1980 a participação se dava pelas colocações do campeonato estadual do ano anterior.
Logo em 1980 na Taça de Ouro a participação do São Paulo-RS, e também outros que estavam em 1979 como Operário-MS, Desportiva-ES, Maranhão-MA, Gama-DF, Ferroviário-CE, Atlético-GO dentre outros. Em 1981, o Colorado-PR, Inter Limeira-SP, Galícia-BA, Pinheiros-PR e Campinense-PB. No ano seguinte, River-PI, São José-SP, Grêmio Maringá-PR, Taguatinga-DF, XV Jaú e Internacional de Santa Maria-RS.
Neste mesmo período a Taça de Prata com Piauí-PI, Fast Clube-AM, Bonsucesso-RJ, Botafogo-BA, Leônico-BA, Baraúnas-RN, Operário-MT, União-MT, Vitória-ES, Serrano-RJ, Campo Grande-RJ e Operário-PR. Pela mesma Taça de Prata, em 1981, Guarany Sobral-CE, Tiradentes-PI, América-PE, Cascavel-PR, Volta Redonda-RJ, Ferroviária-SP além de clubes mais tradicionais como Náutico-PE (era comum um dos 3 grandes disputar a Taça de Prata pois havia apenas 2 vagas na Taça de Ouro), Bahia-BA, Guarani-SP e Palmeiras-SP, que haviam decidido o Brasileiro de 1978.
Em 1982, Tiradentes-CE, Fortaleza-CE, América-RJ, Corinthians-SP e Colatina-ES. Clubes da Taça de Prata passavam para a Taça de Ouro no mesmo ano, como aconteceria com o Corinthians que chegaria as semifinais do Brasileiro da 1ª.divisão deste ano.
Para 1983, na Taça de Ouro, Rio Negro-AM, Campo Grande-RJ, Tiradentes-PI, Comercial-MS e Juventus-SP. Este último iria para a Taça de Prata e seria campeão sobre o CSA. Seus participantes iniciais tinham Santa Cruz-PE, Bangu-RJ, Vitória-BA, Coritiba-PR, Guarapari-ES, Fluminense-BA, Operário-MT, Operário-MS e Bonsucesso-RJ.

Ainda seguindo o modelo de disputa em fases com grupos e depois as fases eliminatórias, e também os critérios de classificação dos Estaduais, a Taça de Ouro seguiu assim, porém com a denominação de Taça CBF, um torneio com 24 clubes – foram disputados diversos torneios seletivos estaduais pelas vagas – tivemos clubes como Sport-PE, Atlético-BA, Inter-SM, União Bandeirante-PR, Icasa-CE, Nacional-GO e a decisão seria disputada entre Remo-PA e Uberlândia-MG com título ficando para a equipe mineira, e a vaga na Terceira Fase da Taça de Ouro daquele ano.
Esta Taça de 1984 teve participação de Tuna Luso-PA, Confiança-SE, Catuense-BA, Santo André-SP, Brasil-RS, Anapolina-GO e Auto Esporte-PI. Na fase final com 16 participantes estavam o Operário-MS, Santo André-SP e Uberlândia-MG como surpresas.

1985-1987
A partir de 1985, apenas 6 anos da criação da CBF e promessa de modelo de campeonato rentável e organizado, o que estava por vir eram confusões.
Para a Taça de Ouro de 1985, definidos os 44 clubes, porém selecionando os 20 clubes mais tradicionais e de maior torcido, formando os grupos A e B, e os 24 seguintes formando os grupos C e D. A disputa seria a classificação dos vencedores de turnos de cada grupo, e os 16 times fariam a fase final, depois da disputa das eliminatórias da copa. Aqui vemos que tínhamos 2 grupos com 10 clubes e 2 grupos com 12 times, e porque não 4 grupos de 11 clubes. Bem foi-se em frente com surpresas como Ceará-CE, Brasil-RS, Bangu-RJ e Coritiba-PR estes dois últimos que decidiriam o campeonato. Mas também poderia ter sido uma decisão entre Atlético-MG x Internacional, ou Corinthians x Flamengo. A curta 2ª.divisão teve Tuna Luso-PA, Goytacaz-RJ e Figueirense-SC no triangular final com o título para o time paraense. Alguns outros participantes desta divisão: Vitória-ES, União-MT, Catuense-BA, Goiânia-GO, Sobradinho-DF, Marília-SP, Colorado-Pr e Novo Hamburgo-RS.

Em 1986, com 44 clubes, não os mesmos, pois permanecia o critério dos estaduais, e desta vez seriam 4 grupos com 11 times e um turno só. O objetivo seria definir 28 clubes que formariam a 1ª.divisão de 1987. Também em 1986 um Torneio Paralelo (sem a 2ª.divisão) com 36 clubes em 4 grupos com 9 times. Uma confusão sem tamanho. Se a intenção era forma divisões em 1987, que tal pegar estes 44+36=80 clubes e dividir em 8 grupos de 10 clubes, e “dar chance” á todos ?
E daria confusão com o caso do Joinville-SC e Sergipe-SE, recursos de Vasco e Port.Desportos e mais clubes na segunda fase e ainda os 4 vencedores do Torneio Paralelo. O Campeonato acabaria em 1987 com um surpreendente América-RJ nas semifinais contra o São Paulo enquanto também se enfrentavam Guarani-SP x Atlético-MG. Alguns participantes estavam nestes grupos como o Sobradinho-DF, Rio Branco-ES, Piauí-PI, Tuna Luso-PA (campeã da 2ª.divisão do ano anterior), Alecrim-RN, Comercial-MS, e no Torneio Paralelo Rio Negro-AM, Guarany Sobral-CE, Sport Belém-PA, Catuense-BA, Taguatinga-DF, Fluminense-BA, Anápolis-GO, Ubiratan-MS, Marcílio Dias-SC, Pinheiros-PR e Cascavel-PR.

E chegávamos em 1987 aquele ano da Copa União patrocinada pela Globo e Coca-Cola. Antes de sair do papel, muitas discussões, pois pela classificação de 1986, Botafogo e Coritiba estavam ficando fora da 1ª.divisão, e surge a figura do “Clube dos 13” para embolar o meio de campo. Com patrocínios, e concordância ou não da CBF, formaram o módulo Verde com 16 clubes, o Amarelo também e mais Branco e Azul, estes com 48 clubes. Ou seja, dos 80 de 1986, estávamos no mesmo com 32+48=80 clubes em 4 módulos e cruzamentos, fases finais, e o campeonato acabaria em 1988 com Sport-PE x Guarani-SP finalistas e oficialmente campeões/vice.
Os clubes nos módulos foram quase que aleatórios. Tivemos a Chapecoense-SC, Esportivo-RS, Estrela do Norte-ES, Itumbiara-GO, Santo André-SP, Ponte Preta-SP, Corumbaense-MS, Brasília-DF, Operário-MS, Operário-MT, Auto Esporte-PB, Serrano-BA, Imperatriz-MA e Piauí-PI, dentre outros.

1988-1989
Entrávamos em 1988 com 24 times na 1ª.divisão (os grandes são e salvos), e o América-RJ de volta, pois ficara suspenso em 1987, e mais 24 na 2ª.divisão (clubes como Fluminense-BA, Catuense-BA, Valeriodoce-MG, Juventus-SP, Inter Limeira-SP, Grêmio Maringá-PR, Caxias-RS e Pelotas-RS. Com problemas das datas, estas divisões começaram somente em setembro/88, o término seria em fevereiro/1989. Bahia campeão sobre o Internacional e aquele recorde de público na Fonte Nova com Bahia x Fluminense. A 2ª.divisão ficava com a Inter Limeira vencendo o Náutico na decisão em jogo único.
Mas não seriam somente estas divisões, a CBF criava a 3ª.divisão (em 1981 havia sido disputada a 3ª.divisão como Taça de Bronze, conquistada pelo Olaria-RJ sobre o Santo Amaro-PE), com 43 clubes (número devido a desistências). Foram 12 grupos e clubes participantes como Paulistano-PE, Auto Esporte-PB, Alecrim-RN, Capelense-AL, Lagarto-SE, Atlético-BA, Tiradentes-DF, Novorizontino-SP, Douradense-MS, Porto Alegre-RJ, Cabofriense-RJ, União São João-SP (o campeão iniciando sua trajetória até a 1ª.divisão), Volta Redonda-RJ, Colorado-PR (indo para seu último ano de existência antes da fusão com o Pinheiros-PR ao final de 1989), Brusque-SC (fundado em 1986 da fusão entre Paysandu-SC e Carlos Renaux-SC), Blumenau-SC, Iguaçu-PR e Guarany-CA-RS, dentre outros.
E sem esquecer da invenção de disputa de pênaltis em partidas terminadas empatadas, somando mais 1 ponto ao vencedor das cobranças.

Então como previsto em 1989 seriam 22 clubes na 1ª.divisão (até chegar 20 clubes a partir de 1990), e também na 2ª.divisão com 22 clubes. Não não, tudo mudava, e outro “reboot” acontecia. Seriam 16 grupos com 6 clubes, ou seja, 96 clubes na Divisão de Acesso ou 2ª.divisão. Uma década depois dos 96 clubes da 1ª.divisão de 1979, tudo de novo.
A 1ª.divisão seguiu com dois grupos de 11 times para jogarem entre si no grupos indo os 8 primeiros para a segunda fase, levando a pontuação conquistada e enfrentamentos de um grupo contra o outro (na primeira fase foi dentro dos grupos). Aqueles 3 de cada grupo iriam para o Torneio da Morte (quanta criatividade), para rebaixar 4 times. Os grandes-grandes se safaram dessa, mas Bahia-BA (campeão 88), Vitória-BA, Atlético-PR, Guarani-SP (campeão 78), Sport-PE (campeão 87) e Coritiba-PR (campeão 85) estavam nesta enrascada.
E as coisas não corriam bem, pois ao final da primeira fase o Coritiba em divergências com a CBF do seu confronto contra o Santos seria punido com o rebaixamento. Ao final dos turnos, Vasco e São Paulo eram os finalistas, e pela possibilidade do regulamento o Vasco optou em jogar a 1ª.partida em São Paulo e vencendo por 1×0 conquistava o Brasileiro. Bahia e Vitória-BA escapariam da 2ª.divisão.

Pelo torneio de 96 clubes, onde os 16 melhores formariam a 2ª.divisão de 1990, juntamente com Coritiba-PR, Atlético-PR, Sport-PE e Guarani-SP, o formato eram 10 rodadas nos grupos e depois o mata-mata. Alguns participantes interessantes como Rio Branco-AC (primeira participação de um clubes daqueles Territórios que passariam a ser Estados do Brasil – Acre, Amapá, Rondônia, Roraima e a criação de Tocantins – em competição nacional), Dom Bosco-MT, Princesa-AM, Ceilândia-DF, 4 de Julho-PI, Nacional de Patos-PB, Baraúnas-RN, América-PE, Leônico-BA, Lagarto-SE, Itaperuna-RJ (o Porto Alegre-RJ da 3ªdivisão de 1988), Colatina-ES, Catanduvense-SP, Goiatuba-GO, São José-SP (que seria o vice do Bragantino-SP na decisão), Bragantino-SP (iniciando sua trajetória rumo a 1ª.divisão nos anos seguintes), Democrata-SL, Rio Branco-MG, América-MG, Glória-RS, Marcílio Dias-SC, Operário-PR, Foz-PR, Pinheiros-PR (seus últimos jogos antes da fusão com o Colorado-PR), Santa Cruz-RS e Avaí-SC.

1990-1991
O ano de 1990 seria fantástico, 20 anos depois do tricampeonato do México, a Seleção Brasileira na Copa na Itália defendendo o tri, a criação da Supercopa do Brasil para 1991 entre os vencedores do Brasileiro e da recém criada Copa do Brasil desde 1989.
E realmente tudo correu bem (exceto a eliminação do Brasil contra a Argentina do saudoso Maradona 1960-2020), os 20 clubes da 1ª.divisão se enfrentaram dentro de grupos e contra grupos para os 8 melhores seguirem as Quartas, Semifinais e a decisão entre o campeão Corinthians sobre o São Paulo.
A 2ª.divisão dividida em grupos em 3 fases, e a decisão do campeão Sport-PE sobre o Atlético-PR ambos subindo para a 1ª.divisão de 1991 (com 20 clubes), substituindo os rebaixados Inter Limeira-SP e São José-SP.
Há sim, mas nada era perfeito, e depois de 44 clubes disputarem Torneios Seletivos em seus Estados, 30 clubes formariam a 3ª.divisão nacional (Fortaleza-CE, América-RN, CSA-AL, América-MG, América-RJ, Atlético-GO, Gama-DF, Vila Nova-GO, Bangu-RJ, Mogi Mirim-SP, Paraná-PR (recém fundado pela fusão Colorado-PR e Pinheiros-PR), Ponte Preta-SP e Caxias-RS dentre outros. O título ficava com o Atlético-GO na decisão contra o América-MG, nos pênaltis.

Ufa !!! e chegamos ao final desta parte da Pesquisa 2/5, entrando em 1991 já com a novidade da Supercopa, Corinthians 1×0 Flamengo, mas com o calendário invertido, com as divisões do Brasileiro disputadas no 1º.semestre daquele ano, parelelas com a Copa do Brasil.

Eram 20 clubes disputando 19 rodadas entre si. Beleza. Os 4 primeiros iriam para as semifinais e decisão na sequência. A surpresa Bragantino-SP perderia o título para o São Paulo (em sua 3ª.decisão consecutiva), além dos semifinalistas Fluminense e Atlético-MG. As “baixas do rebaixamento”eram Vitória-BA e Grêmio-RS (confusão por aí). E a 2ª.divisão também com 20 clubes, não não não.
Seriam 64 clubes jogando 14 rodadas na primeira fase (como este ano de 2020 na 4ª.divisão), seguindo o mata-mata. Alguns clubes participavam como o Independência-AC, Auto Esporte-PI, Parnaíba-PI, Auto Esporte-PB, Estudantes-PE, Noroeste-SP, Esportivo-MG, Rio Branco-MG, Grêmio Maringá-PR, Ubiratan-MS, Paraná-PR, Coritiba-PR e Juventude-RS, dentre outros. O título seria do Paysandu-PA na decisão contra o Guarani-SP.

Há de se concluir que por 20 anos nosso campeonato brasileiro era um “momento de criação de um monstro”, desafiando bom senso, critérios, cumprimento de regulamentos, mudanças de ano a ano.
E na próxima parte da pesquisa ainda teremos muito que “explicar”, pois tudo vai parecer até pior.

FOTO: sportclubecorinthians.com

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