InícioCompetiçõesSucessos e Insucessos Brasileiros na América do Sul – 1948-1999, parte 1/2.

Sucessos e Insucessos Brasileiros na América do Sul – 1948-1999, parte 1/2.

Os clubes brasileiros na América do Sul – Sucessos e Insucessos – parte 1/2.
Ao terminar a temporada 2018 do futebol brasileiro, com a conquista do Atlético-PR na decisão da Copa Sul-Americana, resolvemos fazer um grande resumo da história dos clubes brasileiros em suas participações nas competições sul-americanas desde 1948, quando foi disputado o Torneio dos Campeões, no Chile, e que teve o Vasco como campeão.
É claro que como sempre tivemos muitos clubes – pelo menos a partir do final dos anos 1980 – em participações seja na Libertadores (desde 1960), na Supercopa da América (1988-1997), na Copa CONMEBOL (1992-1999), na Mercosul (1998-2001) e na Sul-Americana (desde 2002), além das RECOPA, Copa Master, e outras, derrotas e eliminações aconteciam, pois somente um clube chega ao título.
Mas mesmo assim, vamos observar as participações e os momentos decisivos em que um time brasileiro estava na situação decisiva de passar de uma fase ou de conquista do título, em comparação principalmente contras os argentinos (com seus diversos clubes), além de uruguaios, paraguaios, chilenos, etc.

Como nestes 70 anos, com certeza, o momento de disputa e do próprio futebol disputado passaram por períodos diferentes, vamos observar estas situações e a relevância daquelas competições.

1948-1968
Logo de início, o 1º.período seria entre 1948 até 1968, quando a Libertadores ainda estava nos seus primeiros anos.
Entre fevereiro e março de 1948, em Santiago do Chile, 7 equipes jogavam entre si, entre eles o River Plate e o Nacioal-URU, e após 6 jogos para cada um, o Vasco conquistava o Torneio, que em 1997, a CONMEBOL fazia uma equivalência desta conquista com a Taça Libertadores, mas claro que a equipe carioca não teria “uma conquista” de Libertadores.
Nos anos de 1951 e 1952, com jogos sediados no Rio de Janeiro e São Paulo, respectivamente, Palmeiras e Fluminense conquistariam o Torneio que ficou conhecido como “Copa Mundial de Clubes” com participações internacionais Juventus-ITA, Olympique Marseille-FRA e Áustria Viena-AUS, dentre outros. De certo que não fora uma competição organizada pela CONMEBOL, mas também chegou a ter outros clubes sul-americanos com o Nacional-URU, o Penarol-URU e o Libertad-PAR.
Passada quase uma década, sim, começava o calendário sul-americano com a Taça Libertadores, e logo nos primeiros anos o Santos conquistava um bicampeonato da competição. Entre 1960 e 1967, o Brasil chegou a ter apenas um representante em edição da Libertadores, e nenhum representante em 1966. Em 1960, o Bahia era logo eliminado na primeira fase contra o San Lorenzo, em 1961, o Palmeiras era vice contra o Penarol, e em 1964 novamente o Bahia eliminado na fase classificatória contra o Desportivo Itália. No ano seguinte, o Santos sendo eliminado pelo Penarol na fase semifinal, em 1967, o Cruzeiro sendo eliminado na última rodada da fase semifinal, contra o Nacional-URU, em Montevideo, grupo que ainda tinha o Penarol.
Em 1968, pela primeira vez, dois brasileiros iniciavam a competição, Palmeiras e Náutico, num grupo contra times venezuelanos. O Palmeiras avançou, e na Segunda Fase, eliminaria Guarani-PAR e Univ.Católica-CHI em 4 rodadas, passando ainda pelo Penarol em 3 confrontos das semifinais, e acabaria derrotado pelo Estudiantes, em decisão também com 3 confrontos. Neste primeiro período podemos dizer que futebol brasileiro havia tido boas presenças, com títulos, decisões e a presença principal do Santos, Palmeiras e Cruzeiro.

Anos 1970 e 1980
As duas décadas seguintes, anos 1970 e anos 1980, várias modificações aconteceriam. Sem representantes em 1969 e 1970, o futebol brasileiro voltaria com a participação de Palmeiras e Fluminense, em 1971, e daí em diante, sempre com 2 times na fase de grupos, e um terceiro time na Fase Semifinal, quando havia sido campeão do ano anterior. O Palmeiras seguiu em frente, mas seria eliminado pelo Nacional-URU, na última rodada, em Montevideo, quando jogava por um empate. Perdia a vaga direta para a decisão.
Em 1972, Palmeiras e São Paulo, e este último também eliminado na mesma circunstância do Palmeiras do ano anterior. Em 1973, Palmeiras e Botafogo, este indo depois de jogo extra entre brasileiros, e não conseguiria na fase semifinal, passar por Colo-Colo e Cerro Porteno.
Mais um ano, novamente Palmeiras e São Paulo, e este chegaria a decisão contra um dos melhores times daquela época, o Independiente que conquistaria 5 títulos seguidos. Em 1974, Vasco e Cruzeiro, com este perdendo nas rodadas finais, e eliminado em tríplice empate com Rosário Central e Independiente.
Em 1976, a coisa mudaria muito, com o super Cruzeiro, com seu maravilhoso elenco. Uma primeira fase de recorde de gols (20 marcados em 6 jogos), uma Fase Semifinal melhor ainda (18 gols em 4 jogos) e uma das melhores decisões da época, contra o River Plate, com aquele famoso gol de Joãozinho, de falta, quando todos ainda se preocupavam com a formação da barreira. Depois de 14 anos, o Brasil então conquistava seu 3º.título da Libertadores, muito distante dos 10 títulos da Argentina, e 4 do Uruguai.

Internacional e Corinthians foram para a fase de grupos de 1977, com o time gaúcho passando para a Fase Semifinal e encontrando o Cruzeiro, como campeão da Taça 76. O time mineiro foi melhor indo para a decisão com outro argentino, desta vez o Boca Juniors, e novamente em 3 partidas, os pênaltis foram favoráveis ao adversário, perdendo o time brasileiro a chance do bicampeonato. Mas, o Brasil estava forte e mais respeitável.
Enquanto os outros países quase sempre tinham os mesmos representantes, aqui cada ano eram como novidades, e São Paulo e Atlético-MG foram em 1978, cabendo o time mineiro passar de fase e enfrentar River Plate e Boca Juniors. A eliminação acontece. Então no ano seguinte, Guarani-SP e Palmeiras, indo o time de Campinas enfrentar o Olímpia e o Palestino. Outra eliminação.
Chegamos em 1980 com Vasco e Internacional, e desta vez o time gaúcho passava de fase, passava também por América Cali e Velez Sarsfield, mas não superava o Nacional-URU na decisão. Depois do título do Cruzeiro em 1976, uma sucessão de resultados negativos.
Em 1981, novamente o Atlético-MG e o Flamengo, que empatados na primeira fase, foram para a histórica e lamentável partida extra em Goiânia, não concluída depois de tantas expulsões. Uma lambança brasileira. O Flamengo seguiu, passou por Desportivo Cali e Willsterman, e pegava o Cobreloa do Chile, em 3 partidas pegadas, até conquistar o título em Santiago, Chile. No ano seguinte, São Paulo e Grêmio não aguentaram os uruguaios Penarol e Defensor e logo eliminados na primeira fase. O Flamengo entrava na Fase Semifinal e na rodada final, no Maracanã, uma derrota para o mesmo Penarol. Os times brasileiros sofreram com os uruguaios.
Naqueles anos, com Flamengo conquistando os campeonatos brasileiros, estava de volta em 1983, junto com o Grêmio, e este passaria para a fase seguinte, eliminando Estudiantes e América do Cali, e desta vez superando o Penarol na decisão. Novo título para o Brasil.
Em 1984, Flamengo e Santos, indo o time carioca encontrar com o Grêmio, e até uma partida extra aconteceria. O Grêmio ia para a final, mas o título ficava com o Independiente. Mais um ano, e Fluminense e Vasco enfrentando os argentinos Ferrocarril e Argentinos Jrs, e eliminados.
Em 1986, a surpresa de Bangu e Coritiba, também eliminados na primeira fase. Em 1987, Guarani-SP e São Paulo, com mais uma eliminação logo na fase de grupos.
Os insucessos estavam mais presentes nestes últimos anos.

Novidade surgia em 1988, com a criação da Supercopa da América, uma competição eliminatória, em que participavam somente aqueles times que já haviam sido campeões da Libertadores. Então, Santos, Grêmio, Flamengo e Cruzeiro foram para a disputa, que ao final o time mineiro era derrotado pelo Racing na decisão. Daí veio a Libertadores com Guarani-SP e Sport, seguindo o time campineiro, que a partir desta edição, disputava-se fases de Oitavas até a decisão. Não passou pelo San Lorenzo.
Em 1989, com as competições invertidas, com Bahia e Internacional com ambos passando para as Oitavas, eliminando respectivamente Universitário e Penarol, nas quartas, o confronto direto entre si, com o time gaúcho passando para enfrentar o Olímpia, e apesar da vitória por 1×0 na ida em Assunção, seria eliminado nos pênaltis em Porto Alegre, depois de derrota por 3×2.
Na Supercopa, Flamengo, Santos, Cruzeiro e Grêmio foram para o mata-mata, eliminando logo os dois primeiros, e o Grêmio chegando nas semifinais contra o Boca Juniors, e fora da decisão. Em 1990, Vasco e Grêmio na Libertadores, seguindo o time carioca até as Quartas quando ficaria pelo caminho contra o Atl.Nacional. Na Supercopa, os 4 clubes brasileiros eliminados, Santos, Cruzeiro e Flamengo nos pênaltis, depois de terem enfrentado, respectivamente, Penarol, Racing e Argentinos Jrs. Já o Grêmio vencia por 1×0 ao Estudiantes, mas perdia por 2×0 e a eliminação também.
Em 30 anos, apenas 5 títulos conquistados e diversas eliminações em rodadas ou fases importantes.

Anos 1990.
Com a criação da Supercopa em 1988, logo surgiu a RECOPA, decisão entre os campeões do anterior da Libertadores e da Supercopa. Em 1992 também surgia a 3ª.competição de clubes, a Copa CONMEBOL, como representantes de todos os países sul-americanos. E ainda taças em formato de decisão como a Copa Master, a Copa Ouro e a Taça dos Campeões da Conmebol, que não permaneceram muito tempo no calendário.
Mas seriam mais participações para os clubes brasileiros, em alguns casos como pré-requisito, um título anterior.
Em 1991, Flamengo e Corinthians, desta vez, o time carioca como campeão da Copa do Brasil e o Corinthians como campeão brasileiro, passavam pela fase de grupos e enquanto o Corinthians logo seria eliminado pelo Boca Juniors, o mesmo time argentino eliminaria o Flamengo nas Quartas de Finais. Na Supercopa, o Grêmio já ficava na primeira fase contra o River Plate, Santos e Flamengo nas Quartas de Finais, respectivamente, Penarol e River Plate como adversários, e somente o Cruzeiro seguiu passando por Nacional-URU, Olímpia nos pênaltis, e grande vitória por 3×0 sobre o River Plate na partida final.

Os bons momentos para os clubes brasileiros pareciam iniciar. Em 1992, Criciúma e São Paulo chegavam ao confronto entre si, nas Quartas de Finais da Libertadores, o tricolor paulista passaria pelo Barcelona nas semifinais, e a conquista do título contra o Newells Old Boys, nos pênaltis. Pela RECOPA, o Cruzeiro como campeão da Supercopa seria derrotado nos pênaltis pelo Colo-Colo, e ainda pela Copa Master (de campeões da Supercopa), eliminaria o Racing nos pênaltis mas seria derrotado na decisão pelo Boca Juniors.
Na 1ª.edição da Copa Conmebol, que teve Bragantino-SP, Grêmio-RS, Fluminense-RJ e Atlético-MG, este último superaria o Fluminense, o Junior Barranquilla, o El Nacional, e com vitória na partida final sobre o Olímpia, o título garantido.
Pela Supercopa, agora já com a participação do São Paulo (campeão da Libertadores), além de Santos, Flamengo, Grêmio e Cruzeiro, o time azul, embalado pelo bom elenco, eliminava El Nacional, River Plate, Olímpia e Racing, para ganhar o título. No fim de ano, o São Paulo seria campeão mundial ao derrotar o Barcelona-ESP.
O ano de 1993 prometia boas participações, com Flamengo e Internacional iniciando a Libertadores, o São Paulo já nas Oitavas reencontrando o Newells Old Boys, depois o Flamengo (o Inter foi eliminado na fase de grupos), o Cerro Porteno nas semifinais e o bicampeonato contra o Univ.Católica. Na RECOPA, um encontro de brasileiros, São Paulo e Cruzeiro (a Libertadores e a Supercopa – 1992), em dois confrontos e pênaltis em favor do time mineiro. Na Copa Ouro, São Paulo x Boca Juniors (a favor do Boca na prorrogação da 2ª.partida) e o clássico mineiro Atlético-MG x Cruzeiro (pênaltis para o Galo). A decisão em duas partidas, conquista do Boca Juniors.
Daí fomos para a Taça CONMEBOL, representados por Vasco, Bragantino-SP, Botafogo-RJ, Fluminense-RJ e Atlético-MG. Botafogo campeão nos pênaltis contra o Penarol. A Supercopa com Santos, Grêmio, Cruzeiro, Flamengo e São Paulo, os dois últimos que chegariam a decisão, vencida pelo tricolor paulista nos pênaltis. E para coroa a época de ouro, o São Paulo vencia o Milan na decisão do Mundial.
No ano que seria o tetra mundial do Brasil nos Estados Unidos, logo Cruzeiro e Palmeiras na Libertadores, e nas Oitavas com o São Paulo já enfrentando o Palmeiras e o Cruzeiro eliminado. O tricolor paulista passaria por União Espanhola e Olímpia nas semifinais, mas o tricampeonato não chegaria, ao perder nos pênaltis para o Velez Sarsfield, aqui no Brasil. Antes ainda do final da Libertadores, pela RECOPA, o São Paulo conquistava o título sobre o Botafogo. Na Supercopa, São Paulo e Cruzeiro seriam eliminados pelos argentinos, respectivamente, Boca Juniors e Independiente. Mas na Taça CONMEBOL, o São Paulo passava por todos inclusive o Penarol, garantindo o título. Enfim, uma época de várias decisões e boas conquistas.
Chegando em 1995, Grêmio e Palmeiras iniciavam a Libertadores, e se enfrentavam novamente nas Quartas de Finais, com o time gaúcho seguindo em frente, até conquistar o título sobre o Atl.Nacional.
A Supercopa, com São Paulo, Santos, Grêmio, Cruzeiro e Flamengo, seria o time carioca a chegar na decisão contra o Independiente, e derrotado por 2 gols na Argentina, aqui no Brasil o insuficiente 1×0. Pela Taça CONMEBOL, o Atlético-MG passaria por Guarani-SP, Mineiros, América de Cali e na decisão apesar de ter feito 4×0 na 1ª.partida contra o Rosário Central, sofreria igual derrota e perderia nos pênaltis. O troco viria no início do ano seguinte, ao derrotar o mesmo adversário nos pênaltis, e decidir contra o São Paulo a Taça dos Campeões da CONMEBOL, porém com o título ficando com o tricolor paulista.

Neste final dos anos 1990, o futebol ainda alcançaria bons resultados. Em 1996, Botafogo e Corinthians iam para a Libertadores, prosseguindo nas fases eliminatórias já com o confronto brasileiro entre Grêmio x Botafogo, e nas quartas com Corinthians x Grêmio. Mas o tricolor gaúcho ficaria nas semifinais contra o América de Cali.
A Copa Master teria somente Olímpia x Cruzeiro, com desistência de Racing, Independiente, Boca Juniors e São Paulo. E o título com o time mineiro. Na Supercopa, o São Paulo já eliminado na primeira fase pelo Olímpia, e o Flamengo pelo Colo-Colo, na fase seguinte. Nas semifinais, Cruzeiro e Santos, enfrentaram, respectivamente o Colo-Colo e o Velez Sarsfield, este que seria o campeão sobre o Cruzeiro. E fechando o ano, a Taça CONMEBOL, logo com eliminação de Fluminense e Palmeiras, depois o Bragantino. O Vasco seguia, mas ficava nas semifinais contra o Indep.Santa Fé.

Em 1997, teríamos Grêmio e Cruzeiro na fase de grupos da Libertadores, e o time mineiro seria o campeão, depois de eliminar El Nacional nos pênaltis, o próprio Grêmio nas Quartas de Finais, o Colo-Colo também nos pênaltis, e a decisão contra o Sporting Cristal com magro 1×0.
A Supercopa ganhava importância e teria sua fase de grupos, com 16 participantes, e com 8 times brasileiros. Mas somente o São Paulo passaria para as semifinais, eliminando o Colo-Colo, e perdendo o título para o River Plate. A 3ª.competição daquele ano, a Taça CONMEBOL, o Rio Branco-AC sendo eliminado pelo Tolima nos pênaltis, o Vitória-BA passando pelo Sportivo Luqueno mas ficando contra o Lanus. Já o Atlético-MG, seguiu sua campanha contra Port.Desportos, América de Cali e Universitário, até chegar na decisão contra o Lanus, e a conquista do título. O mesmo não conseguia seu rival Cruzeiro, ao ser derrotado no Mundial de Clubes, pelo Borussia Dortmund pelo placar de 2×0.

Se na Supercopa tivemos até 8 participantes, na Libertadores eram ainda aqueles 2 clubes desde lá os anos 1960, com Grêmio e Vasco nos representando, e nas Oitavas com o Cruzeiro campeão de 1997. Enquanto o Grêmio passava pelo Nacional-URU, Vasco x Cruzeiro se enfrentavam classificando o time carioca, que depois também passaria pelo Grêmio nas Quartas de Finais. Na Semifinal, o confronto contra o River Plate, e uma vaga para a final garantida na 2ª.partida em Buenos Aires. A grande campanha levaria ao título contra o Barcelona em Guaiaquil, quando vencia a 2ª.partida também. Depois de 50 anos, o time cruzmaltino conquistava um título de importância continental.
Na sequência, a Taça CONMEBOL, com o título do Santos contra o Rosário Central, e que teve também Atlético-MG, América-RN e Sampaio Corrêa-MA como representantes brasileiros.
A Supercopa mudava de nome para Mercosul, e 20 clubes na fase de grupos, e 7 brasileiros foram para a disputa, que desta vez teria as Quartas de Finais, com Palmeiras e Cruzeiro, eliminando respectivamente, Boca Juniors e River Plate, e depois passando por Olímpia e San Lorenzo. Uma grande final entre brasileiros, que naquela época tinham grandes times e estavam sempre se confrontando. Conquista do Palmeiras.
Também haveria a versão Merconorte para os países lá de cima da América do Sul, e não mais aquelas decisões de Copa Master, Copa da CONMEBOL e Copa Ouro. No Mundial de clubes, o Vasco perdia para o Real Madrid. Os brasileiros não conseguiam passar pelos europeus nestes últimos anos, como o Grêmio, Cruzeiro e Vasco.

E fechando a 1ª.parte desta pesquisa, a Libertadores de 1999 seguia o mesmo padrão de sempre, com Corinthians e Palmeiras na fase de grupos e o Vasco como campeão do ano anterior. E coube ao Palmeiras o confronto contra o Vasco, e eliminando-o. Nas quartas de finais o grande dérby paulista com corinthianos e palmeirenses, definido nos pênaltis depois de dois jogos. O Palmeiras passaria depois pelo River Plate nas semifinais e conquistaria o título em cima do Desportivo Cali em confrontos muito disputados, só definindo nos pênaltis. O Palmeiras ia para o Mundial, e novamente uma derrota brasileira, desta vez para o Manchester United.
Antes disso, a Mercosul com 7 brasileiros, fracassando Cruzeiro, Grêmio, Corinthians e Vasco, mas chegando até a decisão, novamente brasileira, entre Flamengo x Palmeiras, com sensacionais placares de 4×3 e 3×3. Depois de 18 anos, o Flamengo conquistava um título sul-americano.
E em sua última edição, a Taça CONMEBOL (1992-1999), teria um time brasileiro na decisão: o CSA que venceria por 4×2 ao Talleres, aqui em Maceió, mas seria derrotado fora por 3×0 e a perda do título. Também haviam participado da competição o São Raimundo-AM, o Paraná-PR e o Vila Nova-GO.

Com certeza o melhor período do futebol brasileiro havia acontecido nos anos 1990, com muitas decisões e títulos, em que nós torcedores demos mais importâncias as competições sul-americanas. Afinal, com as transmissões também ficava muito mais fácil acompanharmos nossos clubes. O futebol brasileiro se fortalecia nestas disputas, que nas décadas anteriores ficavam principalmente com os argentinos e uruguaios.
Na próxima parte, tudo que se modificou a partir de 2000, a maior participações de nossos times e também muitas conquistas. Até lá.

FOTOS: capa=esporteemidia.com; 1976=youtube; 1981-globoesporte; 1993=historiasdelfutbol e 1999=youtube.com

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